sábado, 29 de dezembro de 2012

OS PRINCIPAIS MEIOS DE FORMAÇÃO TEOLÓGICA COMUNS ENTRE MUITOS PREGADORES PENTECOSTAIS


Por Emmanuel Martins


INTRODUÇÃO

 Como pregador pentecostal, conheço muitos pregadores, que assim como eu veem a necessidade de conhecimento teológico para uma correta interpretação das escrituras, e uma consequente aplicação adequada do texto bíblico em exposição, pois acredito que não basta conhecer o texto, e sim, extrair e aplicar princípios para a vida da igreja.
Então partindo do pressuposto de que é preciso conhecer para aplicar, faz-se necessário refletir sobre o nível de conhecimento bíblico que os pregadores têm, sem que se ensoberbeçam ou se depreciem, mas para que tomem consciência da necessidade de aperfeiçoamento e das falhas na interpretação e exposição das sagradas escrituras.
É preciso refletir sobre os dois tipos de “formação teológica” mais comuns entre os pregadores pentecostais.

FORMAÇÃO “DVD-OLÓGICA”
Quem pregador nunca assistiu um DVD de pregação? Porém, pode-se ver em muitos jovens pregadores um grave defeito, a formação acrítica e antirreflexiva proposta por pregadores e tele evangelistas de fama. São jovens que têm a boa intenção de pregar. Eles o fazem sem querer, e acabam propagando muitas vezes ideias infrutíferas e desprovidas de embasamento bíblico. Levando em consideração apenas a questão da autoridade (se foi pastor fulano de tal quem disse tal coisa, então é verdade!) não avaliam pela Bíblia o que eles estão propalando.
Este tipo de “formação” é danosa por que é pragmática e empírica. Ou seja, faz com que os pregadores usem sermões alheios, ignorando o que é certo, deixando-se levar por experiências pessoais, sem fazer uma avaliação que passe pelo crivo da palavra de Deus.
Outro dano deste tipo de “formação” é que são gerados imitadores de homens ao invés de discípulos de Cristo. Imitam tudo! Desde a saudação até a forma de se vestir. Falam, pegam no microfone, gritam, pulam e batem o pé como o seu pregador favorito. Passam horas e horas assistindo uma mensagem, para na primeira oportunidade que tiverem de pregar, o façam do mesmo modo.
Existem também os pregadores “gideonitas”. São os que além de pregar igual aos pastores que se apresentam no Congresso dos Gideões Missionários da Ultima Hora, engrossam a voz como a deles, e querem fazer o mesmo movimento que eles fazem. Mandam olhar pro irmão, apontar o “dedo de profeta na cara dele”, levantar a cadeira, oram pela presença de serafins, jogam o paletó e demais práticas exóticas. Estão confundindo púlpito com picadeiro!
Bem resumindo, este tipo de formação é danoso, pois acaba propagando uma caricatura do que realmente é o movimento pentecostal.
FORMAÇÃO AUTODIDÁTICA
É muito comum também dentre os pregadores pentecostais, aqueles que se debruçam entre os livros teológicos em prol de aprender mais da palavra do Senhor.
Mesmo sem uma educação teológica formal, devido a falta de disponibilidade financeira, ou de centros de formação, muitos pregadores agem de modo autodidático, ou seja, buscando o aprendizado por conta própria.
Este também é um ponto delicado, por que existem os extremos. Há aqueles que ficam bitolados ao conhecimento dogmático da denominação, irresistíveis ao diálogo e trancafiados em uma prisão intelectual. Têm medo de entrar em um seminário de alguma denominação que não seja pentecostal, para não ter sua fé confrontada, por não sabem se defender, ou temendo ter que reconhecer que está errado em determinados aspectos da teologia.
Existem também os que por falta de solidez doutrinaria, buscam quaisquer tipos de livros. Enveredando no campo da teologia da prosperidade, dos desvios da batalha espiritual, do calvinismo extremado, da maldição hereditária, e propagando modismos neo pentecostais por intermédio dos livros de Keneth Hagin, Benny Hinn, Morris Cerullo e cia.
Mas também existem aqueles que tendo uma mentalidade bereiana, sabem discernir bem o que estão lendo e ponderam de modo coerente, não se prendendo a dogmas ou caixinhas intelectuais, nem muito menos aos desvios doutrinários que procuram apagar a obra do Espírito e o seu genuíno mover.
CONCLUSÃO
Esta pequena reflexão serve apenas para avaliar a tendência que cerca os pentecostais. Quando a pessoa se vê enquadrada em um desses tipos de formação ou torna-se robô de pregadores famosos ou se aperfeiçoa no ministerio da palavra.
Caso algum irmão deseje crescer mais no conhecimento bíblico, procure uma escola teológica de boa base doutrinaria e que se enquadre com os princípios bíblicos de um pentecostalismo sadio, ou que for seu desejo procure um seminário de uma denominação tradicional. O irmão crescerá espiritualmente do mesmo modo.
Não devemos nos contentar com os cursos que temos de formação à distancia. Muitos deles são bons, mas deve-se examinar a pluralidade de pensamentos de vários autores. Isso ajuda na formação de uma mentalidade reflexiva e equilibrada.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

POR QUE SOMOS PENTECOSTAIS?

Por Pr. Sérgio Mascarenhas
 
O pentecostalismo, nome que levamos em nossa identificação cristã além da evangélica, se dá primeiramente por ser uma promessa de Deus profetizada por Joel (2.28,29), confirmada por João Batista (Mt 3.11) e ratificada por Jesus (Lc 24.49; At 1.4) até o dia da manifestação em si:
At 2.1. Cumprindo-se o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos no mesmo lugar
2.2. de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
A nomenclatura, pentecostal, se dá pelo fato de o Espírito Santo descer na inauguração da igreja, no dia de Pentecoste (festa judaica que comemorava os cinquenta dias de colheita). Portanto, ser pentecostal é identificar-se com a experiência que veio aos seguidores de Cristo naquele dia, no ajuntamento em Jerusalém quando, as cento e vinte pessoas reunidas, aguardavam tal visitação da parte de Deus.
Essa experiência sobrenatural é evidenciada, geralmente, com a manifestação ininteligível de uma linguagem chamada pelo apóstolo Paulo de “línguas estranhas” ou “fala de mistérios” (I Co 14.2). A teologia denomina tal efeito de glossolália, termo que deriva do grego glossa (língua) e lalia (falar) visando a edificação como finalidade (I Co 14.4). Ou, ainda, dentro da regra, quando ocorre a manifestação inteligível, como no caso do dia de Pentecoste, em que os batizados falam línguas idiomáticas dos povos que visitavam Jerusalém por ocasião da Páscoa (At 2.5-11). Frederich D. Bruner resume dizendo que é “expressão vocal inspirada pelo Espírito1”.
Importante salientar que essa experiência vai além da imersão no corpo de Cristo (I Co 12.13), momento em que há conversão-regeneração (aspecto soteriológico); e também além da imersão no batismo nas águas (Mt 28.19) que é o testemunho público da fé internalizada (aspecto dogmático). Por isso, todo cristão é batizado (pelo Espírito Santo) em Cristo, mas nem todo cristão é batizado (por Cristo) no Espírito (aspecto pneumatológico), conforme as passagens em Atos (8.15-17 / 10.44-46 / 19.4-6).
O que muitos estranham nessa doutrina é que o apóstolo e teólogo Paulo não se aprofunda em seus comentários ao falar do selo do Espírito na conversão (Ef 1.13) e do enchimento no cotidiano (Ef 5.18), deixando de lado a experiência do batismo com o Espírito Santo em si, como faz Lucas, numa visão histórica, ao escrever Atos dos Apóstolos2.
Tal batismo torna o homem pleno e cheio da terceira pessoa da trindade, o que significa que o controle total é d’Ele, em função da pessoalidade-intimidade que Ele causa. Por isso, são estas as premissas que antecedem tal imersão: encarnação dos frutos do Espírito; arrependimento na busca de santidade; obediência à palavra de Deus; desejo diligente de revestimento para o serviço. Em suma, é poder para testemunhar com ousadia o que Deus é e faz (At 1.8), de forma proclamadora (Mc 16.15) e também quanto discipuladora (Mt 28.19,20).
Surge, então, o caráter profético da comunidade de Cristo (igreja), tanto para a efetivação da tarefa evangelística e missionária (I Co 14.22), quanto para a edificação e revelação sobre aspectos pessoais do indivíduo em si (I Co 14.24,25). Por isso, a igreja que dá vazão para tal manifestação, incentivando tais experiências, é alvo das facetas do Espírito Santo com suas atuações sobrenaturais (fogo, vento, óleo, pomba).
Batismo com Espírito Santo não deve se resumir ao exibicionismo personalista de líderes para propagandas de shows pentecostais. Deve, sim, ser o pedido de cada coração desejoso de transformação pessoal, entre outras coisas, e causando uma espiritualidade legítima por meio do fervor da busca diligente, que colocará à disposição de Deus todo crente para qualquer serviço3.
Esse é o propósito do batismo com o Espírito Santo, logo, o pentecostalismo.

 


1. BRUNER, Frederick D.; Teologia do Espírito Santo. São Paulo, Ed. Vida Nova, 1989.
2. MENZIES, William W.;MENZIES, Robert P. No Poder do Espírito: fundamentos da experiência pentecostal, um chamado ao diálogo. São Paulo: Ed. Vida, 2002.
3. FÁBIO, C.; Avivamento Total, www.semeadoresdapalavra.queroumforum.com

sábado, 15 de dezembro de 2012

O CULTO HORIZONTAL

No culto horizontal os crentes se reúnem chegam na igreja e ficam esperando começar o "espetáculo". O dirigente começa a liturgia cantando "Sabor de mel". Passa a oportunidade para as crianças e elas cantam "Conquistando o impossível", após elas as senhoras cantando "Quem te viu verá", a mocidade toma o microfone e começa a entoar "A batalha do arcanjo", pra completar alguem dá uma saudação dizendo, "Deus não vai matar teu inimigo, vai deixar ele vivo e com saúde pra aplaudir a tua vitoria!!!!" A igreja vibra, grita e se esperneia, mas nenhuma ação genuina do Espirito.
O pregador nem estudou a biblia nem orou, ai chega pregando o que bem quer sem a direção de Deus.
O culto termina e todo mundo sai, jurando que cultuou ao Senhor. Mas seus hinos e suas liturgia foi totalmente dedicado ao homem. O culto foi do homem para homem, horizontal. E não do homem para Deus, vertical.

LAMENTÁVEL NÃO É? MAS A MAIORIA DOS NOSSOS CULTOS SÃO ASSIM!
Muda-se os titulos das musicas muitas vezes mas o tom delas é sempre o mesmo, o homem. Suas letras direcionadas ao publico e não ao Senhor. Ai depois ainda nos perguntamos por que Deus não está mais agindo em nosso meio como antigamente...