domingo, 15 de janeiro de 2012

Salvação além da Esperança.

Texto bíblico: Lc. 23. 39-42.

Introdução
A morte de Jesus por meio da crucificação para muitos foi um incidente ou até mesmo uma falha no plano divino. As pessoas da época de Jesus não estavam entendendo o real motivo de um homem tão bom, que só fazia coisas boas está sendo morto de forma tão indigna e vergonhosa. Jesus, dias antes de sua crucificação expos aos seus discípulos que seria necessário padecer, ser morto e ressuscitar (Mt 16. 21).
Seus próprios discipulos demontravam ignorancia acerca do plano de Redenção. Dias antes da Sua morte o Senhor Jesus reunido com os seu discipulos falava que era necessario "padecer... ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia" (Mt 16. 21), neste momento Pedro toma a palavra e profere algumas palavras que demonstra desconhecimento sobre o Plano da Salvação. "E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo dizendo: Senhor, tem compaixão de ti mesmo; de modo nenhum te acontecerá isso." (Mt 16. 22) Muitos podem até questionar a forma enérgica que o Senhor respondeu a pedro, mas Ele reconheceu nas palavras de Pedro a mesma tentação diabólica de evitar o sofrimento como parte de sua vocação messiânica, da mesma forma que havia escutado no deserto. Tal misterio da morte de Cristo só foi revelado por intermedio do Espirito Santo no pentecostes através das palavras do próprio Pedro (At 2. 22 e 23).
Mas antes disso os religiosos que estavam por detrás do plano de matar Jesus, pensavam estar autorizando a morte de um insano de um revolucionário qualquer ou de um auto-intitulado Messias, não sabendo eles que estavam contribuindo para a consumação do Plano Redentor.
No momento em que Barrabás é substituido por Jesus nós temos a mais clara manifestação de que a morte de Jesus seria Vicária (Lc 23 18, 24 e 25).
Lá no Golgota Jesus é colocado entre dois malfeitores, em cumprimento ao que foi dito pelo profeta Isaías "contado entre os malfeitores" (Is 53. 12).

I- Dois malfeitores, duas classes de pessoas.

1. Temos um malfeitor obstinado que mesmo estando em condenação não põe o seu olhar para visualizar a Jesus como redentor.
1.1. Pecador sofrendo as consequências pelo pecado beirando um destino eterno sem Deus, de forma semelhante ao rico de Lucas 16. 22 e 23.
1.2. Um homem zombador, que estando em condenação semelhante a do Senhor Jesus escarnecia dele ignorando o que está escrito em Jó 20. 4-7.
1.3. Este homem tem em suas atitudes uma semelhança com aqueles que em nossos dias resistem a graça de Deus (At 7. 51) que foi manifesta aos homens trazendo salvação a todos (Tt 2. 11).

2. Temos um malfeitor que temeu a Deus que se revoltou contra o que zombava do Senhor Jesus (v. 40).
2.1. Reconheceu sua própria condenação e merecimento por ela (v. 41).
2.2. Reconheceu sua própria impotência e necessidade (v. 41).
2.3. Este homem se assemelha a todos aqueles que ao ouvir a mensagem da graça reconhecem que são pecadores e necessitados de salvação e que compreendem que sem Jesus eles não serão redimidos (Sl 51. 17 ; Rm 10. 9 ; 1 Jo 1. 7 e 9)

II - Salvo além da Esperança.
1. Esperança (do grego: elpis), tem o significado de expectativa baseada em uma sólida certeza.
1.1. Este homem não tinha uma sólida certeza futura, este era incerto para ele, pois a única coisa que lhe restava era uma morte certa, sem a expectativa de alguma intervenção ou absolvição. Para ele a vida findaria alí.

2. Aprendendo com o ladrão na cruz.
2.1. Mesmo sem uma esperança futura ele direciona seu olhar ao Senhor Jesus e lhe faz uma petição "lembra-te de mim".
2.2 Partindo de um pré-suposto de que assistindo a crucificação estavam todos os discípulos (com exceção de judas) e também Maria a mãe de Jesus (Jo 19. 25) podemos ver o ladrão se direcionando, não a Maria nem a algum dos discípulos, mas sim a Jesus, ele sem saber estava reafirmando a suficiência de Cristo em relação ao perdão e salvação das nossas almas (Jo 14. 6; At 4. 12; 1Tm 2.5; 1Jo 2. 1).
2.3 Ele reconhece o senhorio de Cristo, pois a palavra usada por ele para "senhor" ( do grego: kuiros), demonstra que se referiu a Jesus como superior a sí, como alguém que domina sobre sí (Rm 10. 13).
2.4 Na sua declaração o ladrão visualiza não somente a vergonha e vitupério presente de Jesus na cruz, e também demonstra um conhecimento acerca do ofício messiânico, pois ele sabia que Jesus ainda viria como Rei (v. 42).

III- Uma petição limitada e uma resposta inesperada.
1. O ladrão pede ao Senhor "lembra-te de mim". Aprendemos que mesmo limitando seu pedido a uma simples lembrança, ele vê em Jesus como alguém que poderia fazer algo em seu favor. Jesus é o único que pode solucionar o problema do pecado (Mt 1. 21).
2. Jesus em resposta não corresponde a expectativa daquele homem, Jesus a superou! Aquele homem se limitou em pedir que Jesus apenas lembrasse dele mas Jesus disse: "Hoje mesmo estarás comigo no paraíso".
2.1 Quando Jesus diz para aquele homem "Hoje mesmo", ele dá uma nova esperança futura.
2.2 Quando Jesus diz "estarás comigo", ele se coloca como fonte ou agente salvador, como se dissesse "você estará em minha posse", "eu me responsabilizo por você".
2.3 Podemos refletir sobre uma ultima coisa, aquele homem estava condenado por viver a vida na criminalidade, mas no ultimo instante ele recebeu a salvação, isso é a Graça de Deus (Lc 19. 10 ; 2Co 5. 17)! Não importa o que fizemos antes de conhecer Jesus desde que Nele não pratiquemos mais os mesmo atos!

CONCLUSÃO
Neste breve estudo podemos ver acerca de duas classes de pessoas, e da maneira que o meigo nazareno trata a cada uma. podemos perceber a prontidão que Jesus está em salvar o homem pois seu desejo é que todos venham a salvar-se, e em Suas atitudes vemos a sua infinita misericórdia e graça para conosco pobres e miseráveis pecadores!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Sete semelhanças entre a igreja de Laodicéia e a Igreja Atual

(Texto Base: Ap 3. 14-22)

INTRODUÇÃO:
As sete cartas às Igrejas da Ásia menor representam sete períodos da historia da Igreja, desde o seu período inicial em pentecostes, onde temos por representação desse período a carta à igreja de Éfeso  até a carta à igreja em Laodicéia, que representa a geração atual. Isso pode ser identificado no fato de Jesus se referir ao que já tinha revelado João, acerca das sete cartas, como algo que "haveria de acontecer" (Ap 4. 1). Descrevendo assim uma realidade profética para a Igreja de toda esta era da graça, e não somente se referindo como simples igrejas da época, pois, havia ainda outras tantas igrejas na Ásia naquela mesma região, e acho que se fosse referente aquelas igreja apenas, não haveria tanta ênfase a elas como se têm em seus primeiros 3 capítulos. No entanto caros irmãos, mesmo que vocês não concordem com esta linha de pensamento, é fato que a igreja atual se parece em muito com a igreja em Laodicéia. E como tal podemos apontar algumas dessas semelhanças.

I- Uma Igreja que começou bem mas que estava mal (Cl 2.1 / 4. 13-16).
1. Podemos perceber nas palavras de Paulo um certo prazer ao se referir á Igreja que está em Laodicéia, certamente por ser uma igreja bem estruturada e fervorosa.
2. A igreja desses últimos dias (tomando por base no inicio do século XX) começou muito bem, tendo herança dos despertamentos espirituais do final do século XIX com a busca pela santidade e por mais do poder de Deus, derivando em grandes despertamentos tal como o de Gales em 1905 e o de Azusa em 1906.

II- Uma Igreja Morna (Ap 3. 15).
1. Agua morna é agua fria misturada com agua quente. O morno é um ponto de ligação entre frio e quente A igreja de Laodicéia era uma igreja misturada. E a mistura consistia entre os valores frios do mundo e os valores quentes da fé Cristã. Sendo assim, um crente morno é uma ligação entre o mundo e a igreja.
2. É muito comum hoje em varias comunidades, mistura, o pecado é relativizado e é feito como está em Isaías 5. 20, ao mal chamam bem bem e ao bem chamam mal, ou seja ao pecado dizem que é certo e ao certo dizem que é errado.

III- Uma igreja rejeitada e reprovada por Deus (Ap 3. 16).
1. Deus odeia mistura no meio do seu povo. Isso podemos ver em vários textos tanto do antigo como do novo testamento onde Deus castigava o seu povo por ter se deixado influenciar por culturas pagãs (Jz 2. 12-14 / Ne 13. 23-29).
2. Deus tem nojo, vomita, rejeita e reprova, aos que se misturam com o mundo (Rm 12. 1 /2 Co 6. 14 / Tg  4. 4 / 1 Jo 2. 15 e 16).

IV- Uma igreja que ama a prosperidade e as riquezas mas que necessita de valores espirituais (Ap 3. 17-18a).
1. Laodicéia tinha recursos financeiros definido por uma grande quantidade de bancos onde o ouro percorria a vontade e esse materialismo invadira a igreja.
2. A igreja atual é misturada com o materialismo do mundo e isso é manifesto através da teologia da prosperidade que incentiva aos crentes manter seu coração nas riquezas materiais, esquecendo-se do que disse Jesus, onde esta o vosso tesouro aí está o vosso coração (Mt 6. 21).

V- Uma igreja que não ama a santidade (Ap 3. 18b).
1. As vestes servem para esconder a nudez, que é tida como vergonhosa. Isso aponta para a indecência, para a falta de pureza, por ter se contaminado e entregue a devassidão e ao pecado em qualquer sentido (Gn 3. 10).
2. É muito comum na igreja atual a doutrina da santidade ser banalizada. Em alguns lugares ela é reduzida ao legalismo e em outros ao liberalismo. Portanto é necessário equilíbrio e entender que é preciso ser santo não só nas vestes, mas também no caráter "Sede santos em TODA vossa maneira de viver" (1 Pe 1. 15).

VI- Uma igreja que esta cega para sua própria realidade (Ap 3. 18c).
1. Deus está usando seus servos mas as suas exortações não estão sendo ouvidas. Estamos como os filhos de Eli, que eram repreendidos mas estavam cegos quanto a sua impureza diante do Senhor (1 Sm 2. 25).

VII- Uma igreja que colocou Jesus para fora (Ap 3. 20).
1. Ah que realidade terrível! Jesus foi colocado para fora da igreja de Laodicéia, ou seja, o lugar dele foi ocupado por outrem.
2. Assim está a condição da Igreja atual. Jesus está sendo substituído pelo homem. o centro das atenções não está sendo mas Jesus. Por isso que não vemos mais milagres como antes pois o espirito veio para testificar de Jesus e se nós estamos substituindo Jesus pelo homem a voz do Espirito esta sendo silenciada. Por isso o apelo, "Quem tem ouvidos ouça o que o Espirito diz às igrejas!"

CONCLUSÃO:
Mesmo diante deste quadro caótico de impureza e mundanismo, existe uma esperança. Se abrirmos a porta de nossos corações Jesus tomará o seu lugar e vai tornar a ter intimidade conosco em uma ceia de comunhão e amor.