sexta-feira, 27 de maio de 2011

Deus teve misericórdia de mim!

Em umas postagens atrás eu vinha falando sobre retetés, superficialidade e etc. Eu vinha meditando muito sobre tais coisas e vejo o quanto o movimento pentecostal está afetado por modismos litúrgicos encobertos por uma falsa capa de espiritualidade.
Mais nem tudo é espinhos!
Essa semana eu vivenciei o agir de Deus de forma repentina e inesperada onde eu me congrego.
Na última terça-feira, dia 24 de maio, estávamos em um culto de doutrina que aparentemente corria bem, dentro do que se era esperado.
Após um momento de oração a igreja se levanta. As oportunidades são dadas e certo irmão cheio do Espírito Santo em palavra profética começa a entregar uma mensagem de despertamento à igreja que veio direto do coração de Deus, lançando em rosto a incredulidade e a irreverência da igreja na presença do Senhor.
Um clima de temor a Deus tomou conta do lugar e a igreja se colocou reverente na presença do Cordeiro.
A doutrina, que foi ministrada por um presbítero de outra congregação, foi sobre Tito 1. 5 e 2. 1-10. Acerca do viver moderado e santo do Cristão.
Após a mensagem foi ministrada uma oração foi quando Deus começou a mover seu Espírito em nosso meio.
Não precisou de hinos de fogo nem de palavras de efeito, apenas corações quebrantados e contritos diante do Senhor.
O mesmo irmão que foi usado em profecia ao impor a mão sobre um determinado jovem da mocidade, este foi batizado com o Espirito Santo na hora! O mais lindo de tudo é que o jovem recebeu tanto poder que precisou ser amparado para não cair ao chão! Ele foi verdadeiramente embriagado. Lembrei-me logo do dia de Pentecostes (At 2. 13).
O melhor de tudo é que eu estava lá, e tive a minha fé renovada, e tenho certeza que minha vida nunca mais será a mesma pois também fui impactado pelo poder do Espírito!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um Pentecostes sem Cristo.

(Essa mensagem é de autoria do Reverendo David Wilkerson no ano de 1982)

Cristo se transformou em um estranho em nosso meio?
O que vem a seguir se trata de um aviso profético proveniente da rua Azusa há 75 anos atrás, em relação aos perigos de um Pentecostes sem Cristo!
Frank Bartleman foi uma testemunha ocular do derramamento do Espírito Santo em 1907 na rua Azusa, em Los Angeles. Foi considerado o "Repórter do Reavivamento da rua Azusa". Há quase 75 anos atrás, durante o derramamento, ele escreveu um folheto prevenindo quanto a um Pentecostes sem Cristo.
Ele avisou: "Não devemos possuir uma doutrina, ou buscar uma experiência, com exceção de Cristo. Muitos estão querendo buscar poder a fim de realizar milagres, buscar atenção e aplauso das pessoas para si, roubando dessa maneira, a glória pertencente a Cristo, fazendo uma bela exibição na carne. Esta necessidade parece ser maior quando se aplica aos verdadeiros seguidores do manso e humilde Jesus. O entusiasmo religioso facilmente não dá em nada. Desta maneira o espírito humano supera este espírito religioso, que se exibe. Mas necessitamos nos prender ao nosso texto: Cristo".
"Qualquer obra que exalte o Espírito Santo ou os ‘dons’ acima de Jesus, no fim acaba em fanatismo. Tudo aquilo que nos leva a exaltar e a amar Jesus é bom e seguro. O oposto leva à ruina. O Espírito Santo é uma grande luz, porém sempre focaliza Jesus para a Sua revelação."
"Em qualquer lugar onde o Espírito Santo está efetivamente no controle, Jesus é proclamado o Cabeça; o Espírito Santo, o Seu gerente."
Em outro local, o irmão Bartleman previne: "A tentação parece caminhar em favor de manifestações vazias. Isto não requer nenhuma cruz em particular, nem que se morra para si próprio. Daí o porque de ser tão popular." "Não devemos colocar o poder, os dons, o Espírito Santo, na realidade nada, à frente de Jesus. Todo ministério de missões que exalta até mesmo o Espírito Santo acima do Senhor Jesus Cristo está destinado aos agitos do erro e do fanatismo."
"Parece que há o grande perigo de se perder de vista o fato de Jesus ser ‘tudo em todos’. A obra do Calvário, a obra da expiação, devem constituir o foco da nossa consideração. O Espírito Santo jamais irá desviar a nossa atenção de Cristo para Si próprio - mas em vez disso irá revelar Cristo de uma maneira mais ampla. Corremos o perigo de fazer pouco caso de Jesus - deixando que Ele ‘se perca no templo’, devido à exaltação ao Espírito Santo e aos dons do Espírito. Jesus precisa ser o centro de tudo."
Não considero que a advertência de irmão Bartleman seja algo inconseqüente. O risco de um Pentecostes sem Cristo é muito real hoje em dia. Digo-lhes que é possível reunir pessoas cheias do Espírito em um lugar, em louvor e com as mãos levantadas - e mesmo assim Cristo caminhar entre elas como um estranho!
É verdade que Ele disse: "...onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" (Mat. 18:20). Mas Ele pode estar em nosso meio como estranho! Ignorado, não reconhecido - exatamente por aqueles que se reúnem em Seu nome! Os judeus se reuniam todo sábado na sinagoga para falar do Seu nome, e para profetizar a Sua vinda. Louvavam o nome do Pai que prometera enviá-lO. Pronunciavam o nome do Messias com temor religioso e reverência. E então, quando veio e andou no meio deles - Ele não foi reconhecido! Ele era um estranho para eles!
Cristo, um estranho no meio de uma congregação cheia do Espírito? Um estranho no meio daqueles que proferem o Seu nome - que adoram o Pai que O enviou? Um estranho para aqueles que cantam as Suas hosanas, que chamam-nO de "Senhor, Senhor"?
Sim! Com certeza que sim! Não só é possível - isso está acontecendo entre o escolhido povo de Deus hoje!
Vou lhe mostrar três maneiras pelas quais fazemos de Cristo um estranho em nosso meio! Que o Espírito Santo possa remover a nossa cegueira espiritual de modo que possamos outra vez enxergá-lO do modo que Ele realmente é - o Senhor de tudo!
I. Fazemos De Cristo Um Eestranho - Ao Conceder Ao Espírito Santo Proeminência Sobre Ele !

Cristo, e somente Cristo, deve ser
o centro da vida e da adoração!

"Ele é a cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as cousas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude" (Col. 1:18-19).
"Para em todas as cousas ter a primazia..." Ou seja, distinto e proclamado acima de todos os outros. Tendo o primeiro lugar em todas as coisas. Nem mesmo o Espírito Santo deve ser exaltado acima desse nome! O cenáculo não pode jamais fazer sombra à Cruz! Não ousamos achar que Cristo é simplesmente Aquele que enviou o Espírito Santo. Em outras palavras: "Obrigado, Jesus, por enviar alguém melhor." Cristo enviou o Espírito Santo para revelar a Sua própria plenitude em nosso interior!
Quando o Espírito Santo Se torna o centro da nossa atenção, a igreja sai do foco! O Espírito Santo desceu sobre Cristo quando Este saiu das águas batismais, e o Pai a respeito dEle declarou: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo..." O Espírito desceu corporalmente na forma de uma pomba, mas quem estava em evidência era o Cordeiro de Deus - que tira os pecados do mundo. Não foi a pomba, mas o Cordeiro!
Cristo falou aos Seus discípulos a respeito do Pentecostes que viria, quando o Espírito seria derramado com um único propósito: era um poder a ser dado para elevar o nome de Cristo! "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...até aos confins da terra." (Atos 1:8).
Jesus deixou claro que quando o Espírito Santo vier, Ele não irá chamar atenção para Si próprio, mas que irá Se concentrar na palavras de Cristo. Ele irá exaltar Cristo.
"Quando vier, porém, o Espírito da verdade...não falará por si mesmo...Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vô-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vô-lo há de anunciar" (Jo. 16:13-15).
Jesus dizia: "Ele lhes mostrará a minha glória, meu poder, o meu reino. Ele lhes lembrará todas as minhas palavras". A primeira tarefa do Espírito Santo não é a comunhão, apesar de que Ele faz os crentes serem um em Cristo. Não se trata de um êxtase. Não se trata simplesmente de nos ensinar uma língua que não aprendemos. O Espírito veio para exaltar a Cristo! Para guiar toda a humanidade à verdade de que Cristo é Senhor! Não é suficiente dizer que o Espírito nos aproximou uns dos outros - Ele necessita nos colocar mais perto de Cristo!
A plenitude do Espírito é a plenitude de Cristo. Se você não possui por Cristo um amor que o consome, você não possui um batismo do Espírito Santo! Cristo, o batizador, enviou o Espírito Santo para colocar as nossas almas em chamas pela humanidade perdida, para que saiamos pelas estradas, pelos montes e vales para alcançarmos os não salvos. Para mudar drasticamente o nosso ocioso ritmo de vida e levar-nos a fazer a Sua obra. O bendito Espírito Santo será entristecido, e finalmente Se afastará, no momento que os homens tentarem exaltá-lO acima do Filho de Deus! Ele não permitirá que o Seu poder seja insultado por aqueles que desejam apenas o dom e não Cristo, o Doador!
O que é uma genuína reunião do Espírito Santo? Será que é aonde todos falam em línguas? Ou onde as pessoas são curadas? Aonde os santos saltam de alegria? Aonde os santos estão profetizando? Mais - muito mais do que isso! É onde Cristo está sendo exaltado, onde a Sua santidade penetra a alma, onde homens e mulheres caem diante de Seu santo trono, quebrantados, humildemente proclamando: "Santo, Santo". O movimento do Espírito Santo é um movimento para ficarmos mais perto de Cristo, mais aprofundados em Cristo, com uma submissão maior ao Seu senhorio!
II. Fazemos De Cristo Um Estranho Quando Lhe Trazemos Louvor Mas Não Lhe Trazemos Oração !
Louvamos um Cristo a quem não oramos! Transformamo-nos em um povo de louvor, mas não em um povo de oração. Para muitos do povo de Deus, o quarto de oração é uma relíquia do passado. "Por que pedir a Deus aquilo que Ele já prometeu? Apenas aproprie-se das promessas e simplesmente ordene as bênçãos!" Deixamos de querer a Cristo mais do que desejamos aquilo que Ele pode fazer por nós. Queremos uma fuga da dor e do sofrimento. Queremos que os nossos problemas desapareçam. E encontramo-nos tão presos em nossa fuga da dor, que perdemos o verdadeiro sentido da Cruz. Recusamos cruzes e perdas - não aceitamos um Getsêmane para nós! Não aceitamos noites de agonia! Nem mesmo conhecemos esse Cristo sofredor, sangrante, ressurrecto!
Queremos o Seu poder que cura. Queremos as Suas promessas de prosperidade. Queremos a Sua proteção. Queremos mais dos bens desta terra. Queremos a Sua felicidade. Mas na realidade, não O queremos, só!

A Igreja antes confessava os seus pecados -
agora ela confessa os seus direitos.

Quantos de nós iríamos servi-lO se Ele não oferecesse nada, a não ser Ele próprio? Sem curas. Sem sucesso. Sem prosperidade. Sem bênçãos do mundo. Sem milagres, sinais ou maravilhas. O que seria se outra vez, tivéssemos de aceitar alegremente o despojo de nossos bens? O que seria se, em vez de um navegar sereno e de uma vida sem problemas, enfrentássemos o naufrágio, os temores por dentro e as lutas por fora? O que seria se, em vez de um viver sem dores, sofrêssemos zombaria cruel, apedrejamento, derramamento de sangue, se fôssemos serrados ao meio? O que seria se, em vez de nossas belas casas e carros, tivéssemos de vagar pelos desertos vestindo pele de ovelhas, escondendo-nos em covas e em cavernas? O que seria se, em lugar de prosperidade, sofrêssemos destituição , aflição e tormento? E o melhor que nos poderia ser dado era Cristo?
Muito poucos no povo de Deus ainda oram! Estão muito ocupados em atividades para Jesus para falar com Ele! Os ministros em particular, tornaram-se tão ocupados realizando a obra do reino, que têm pouco ou nenhum tempo para orar. Têm tempo para visitar, para construir, para viajar, tempo para férias, para assistir a reuniões, tempo para recreação, para a leitura, aconselhamento, mas não têm tempo para orar!
Os pregadores que não oram se tornam promotores de eventos. Tornam-se empreiteiros de obras frustrados. Ao perder o contato com Deus, perdem o contato com o seu povo e com as suas necessidades. Os pastores que não oram possuem egos que se movimentam fora do controle. Fazem as coisas do jeito que querem. Colocam o suor no lugar da unção.
Os evangelistas que não oram se tornam "stars", contadores de histórias. Falta-lhes humildade, por isso manipulam as multidões através de seus truques emocionais. O clamor de muitos pastores é: "Oh Deus, onde vou achar um evangelista que não se interesse por dinheiro ou que não esteja fazendo algum tipo de promoção? Alguém que possa trazer o céu até nós e tornar Cristo real? Oh, Deus conceda-me um homem de oração que coloque minha congregação de joelhos!" A vergonha desta geração é que possuímos muitos homens de Deus talentosos, e apenas poucos que tocaram Deus em oração.
Há ainda menos oração entre os membros da igreja! Sou 100% a favor de que se volte a ter oração em nossas escolas públicas! Mas o problema real de Deus não é este! O problema dEle é que se volte a ter oração em nossos lares! O problema dEle é fazer com que o Seu próprio povo escolhido volte a orar! E você é um falso, caso lute a favor da oração escolar e negligencie a sua própria oração em secreto!
Nós oramos? Oh, sim! Quando precisamos de algo. Temos a fórmula já engatilhada: "em nome de Jesus". Só precisamos dEle para contra-assinar os cheque com os nossos pedidos diante do Pai. Já estou esgotado de tanto ouvir as pessoas dizendo: "Estamos em uma época de muitas atividades - não tenho tempo para orar. Eu gostaria, mas não tenho tempo". Não! Não é falta de tempo; é falta de vontade. Nós produzimos tempo para aquilo que realmente queremos fazer. Olhem os nossos jovens cristãos! Desperdiçando tempo jogando Pac-man, Galaxy War, de maneira simplória, entediados, inquietos, em busca de atividades! Porém sem tempo para orar! Sem tempo para Jesus! Oh, Deus! É preciso haver uma maneira! Um jeito! Coloque esta geração de joelhos. Não apenas o Pai Nosso, mas uma comunhão diária com Cristo.
O nosso Salvador, que cuida e se interessa por múltiplos universos, tem tempo para orar particularmente por você! Ele usa o tempo para interceder por você diante do trono de Deus (Heb. 7:25), e você diz que não tem tempo para orar a Ele!
Trabalhamos ativamente para um Cristo que ignoramos. Vamos a qualquer lugar, fazemos tudo em Seu nome. Porém não oramos. Cantamos no coro. Visitamos os doentes e os presos. Porém não oramos. Aconselhamos os ofendidos e os necessitados; passamos a noite em claro para confortar um amigo, porém não oramos. Combatemos a corrupção! Entramos em uma cruzada a favor da moralidade! Levantamo-nos contra as armas nucleares! Porém não oramos!
Mais importante, não oramos porque em verdade não acreditamos que ela funcione. A oração é uma tremenda batalha! É aonde acontecem as vitórias! É onde se morre para o ego! O local onde um Deus santo expõe pecado secreto! Não é de admirar que Satanás tente impedir a oração! Um homem de oração estremece o inferno. Este homem ou mulher são marcados pois Satanás sabe que a prece é o poder que esmaga o seu reino. Satanás não teme os santos famintos por poder, porém treme ao ouvir um santo em oração!
III. Fazemos De Cristo Um Estranho Em Nosso Meio Quando Desejamos O Seu Poder Mais Do Que A Sua Pureza !
Reader Harris, um inglês diretor da Liga Pentecostal de Oração, uma vez desafiou uma congregação quanto a esse assunto de poder e autoridade. Ele disse: "Aqueles que anseiam por poder, façam uma fila à minha direita. Aqueles que anseiam por pureza, façam uma fila à esquerda". O grupo fez uma fila de 10 a 1 - a favor do PODER!
No livro de Atos, o Pentecostes era mais um sinônimo de pureza do que de poder. Pedro relatou ao concílio em Jerusalém o que Deus fez na casa de Cornélio, "Deus... concedendo o Espírito Santo a eles, como também a nós o concedera...purificando-lhes pela fé o coração" (Atos 15:8-9).
Qual é o homem ou a mulher de Deus com poder? Será o que cura os enfermos e levanta os mortos? Será o que melhor fala em línguas e profetisa? Será o que atrai mais gente e constrói a maior igreja? Não! Quem tem poder é aquele que tem pureza! "...o justo é intrépido como o leão" (Prov. 28:1).
O profeta Malaquias profetiza a respeito da purificação sobrenatural a vir sobre a casa de Deus.
"...virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais...Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque Ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros. Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao Senhor justas ofertas" (Malaquias 3:1-3).
Esta é uma dupla profecia. Ele fala da primeira vinda de Cristo e também da segunda! Ele voltará subitamente, como o ladrão na noite. Mas antes, vai purificar a Sua Igreja.
Não estamos preparados para a vinda de Cristo! Será esta a igreja triunfante? Cheia de cobiça, divórcio, deprimida, mundana, ansiosa pelo materialismo e pelo sucesso, competitiva, morna, adúltera, rica e cheia de bens, ignorante quanto á sua cegueira e à sua pobreza espiritual, amante dos prazeres, preocupada com recreação, consumida pelos esportes, pela política e pelo poder - será esta a Igreja para a qual Jesus voltará? Com soluções simplórias, cheia de medo e ansiedade, satisfazendo-se em apenas apresentar saúde e felicidade?
A minha Bíblia diz que Ele vai voltar para uma Igreja vencedora! Uma Igreja sem mácula ou ruga! Um povo cujas afeições situam-se nas coisas lá do alto! Um povo de mãos limpas e corações puros. Um povo que aguarda a Sua vinda! Um povo com uma mentalidade de "nova Jerusalém".
A pergunta deixou de ser: "O que será que a minha fé pode fazer por mim? Qual o milagre que Ele vai fazer para mim?" A pergunta passa a ser: "O que farei diante dEle? O que será de mim no Julgamento?" "...quem poderá subsistir quando ele aparecer?" (Malaquias 3:2).
A pergunta deixou de ser: "Está tudo bem comigo? Como ter a felicidade? Como realizar os desejos do meu coração?" A pergunta passa a ser: "Como vou agüentar o momento em que estiver diante do Trono do Julgamento de Cristo? Como irei agüentar tendo vivido tão sem cuidados, de um jeito tão egoísta, negligenciando a Sua grande salvação?" O que conta agora não tem nada a ver com este mundo, em absoluto. O que conta é: "Será que tenho negligenciado a Cristo nesta hora da meia-noite?"
A purificação vai começar no púlpito! "...purificará os filhos de Levi..." (Malaq. 3:3). Deus fará isso como "...derretedor e purificador..." Deus tornará as coisas tão quentes, tão abrasivas, tão intensas, que os homens de Deus serão levadas a se ajoelharem! Este é o fogo do Espírito Santo! É o fogo da perseguição. É o fogo da tribulação. O fogo das dificuldades, dos ridículos, dos mexericos e dos problemas financeiros inacreditáveis. Ele irá abalar tudo que possa ser abalado! Ele irá abalar, escarificar, incinerar, purgar - e purificar!
Nenhum homem ou mulher escapará da purificação! Deus está determinado a remover toda a nossa escória e a nossa imundície. A purificação irá alcançar os bancos da igreja a partir do púlpito! Preparem-se, santos! Deus está se preparando para revelar todo pecado, todo adultério, toda estupidez! O Santo Espírito irá reprovar-nos pelo pecado. Como vamos ficar brincando de jogos quando Deus nos coloca no Seu cadinho de provação e acende o fogo? O seu batismo pelo Espírito Santo vai agora colocar fogo nele!
Malaquias disse: "...vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará..." (Mal.4:1).
Deus também promete arrasar as fortalezas do inimigo! Ele vai fazer com que de uma vez por todas, o diabo e o mundo saibam Quem detém o poder!
Se Deus está prestes a realizar tudo que os profetas previram que faria - como é glorioso o futuro que está bem à nossa frente!
  • Um ministério purificado, refinado!
  • Uma Igreja que Deus chama de volta ao arrependimento e à santidade.
  • Um povo lavado, limpo - oferecendo louvores em genuína retidão.
  • Um reavivamento entre os nossos jovens! Redutos de drogas ruindo! O álcool e o divórcio deixando de prevalecer entre o povo de Deus.
  • O som da oração - intercessão!
  • Um povo de Deus que discernirá entre o santo e o profano!
  • Em toda parte, o povo de Deus voltando à Palavra.
  • Um povo provado, testado, novamente dedicado à Pessoa de Jesus Cristo!
  • A Sua Pessoa sendo elevada para atrair a todos para Si próprio!
  • Cristo deixando de ser um estranho em nosso meio, mas sendo coroado - proeminente !
  • Um Pentecostes que verdadeiramente exalta o nome e o poder de Jesus Cristo, o Senhor de tudo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Estou ficando cansado!

Chega de tanta superficialidade em nosso meio!
Chega de improvisos "exegéticos" e "hermenêuticos", chega de tanto "pão quente", prefiro uma comida pré-pronta, porém com o" tempero" do céu dado na hora pelo Espírito.
Estou cansado de "retetés" e de movimentos enlatados movidos a hinos de "fogo", pois esses ao serem entoados já sabemos o que vai acontecer (roda-roda, pula-pula e corre-corre)!
Sou pentecostal, porém, gosto do genuíno fogo do Espírito, enlenhado pela palavra de Deus abastecido pela oração.
Temos trocado os dons do Espírito Santo por meras reações corporais enlatadas e produzidas por vontade humana.
Do tipo, o nosso povo tem marchado, pulado não em reação a manifestação de algum dom, e sim por influencia de hinos de fogo ou balançados...
Isso é perigoso e por incrível que pareça à nos pentecostais, apaga o Espírito. Pois estamos substituindo, ignorando e desprezando  os dons semelhante a igreja de Tessalônica (1Ts 5. 19), diferindo apenas que nós pentecostais da atualidade estamos fazendo isso de forma inconsciente (até se lê este artigo).
Existe um ponto engraçado em tudo isso, é que o "marchar" desses retetés são no ritmo dos hinos, e enquanto tem uma "lata batendo" tem "fogo". Um dia desses onde congrego se acendeu um fogo deste tipo. A solista do hino soltou o microfone e saiu no embalo da marcha, neste momento tirei o play-back e na mesma hora o fogo se apagou!
Estou com saudade daqueles cultos movidos por pessoas intimas de Deus.
Cultos onde não só o pecador, como também os crentes, eram quebrantados e se arrependiam de seus pecados. Cultos onde era impossível conter as emoções, não por que tinha alguém incentivando com frases de efeito, mais porque o Espírito Santo estava se movendo no meio da igreja!
Havia batismo com o Espírito Santo, cura divina e Salvação!
Ah! Que saudade!
Aviva Senhor a tua obra!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Teremos lembrança desta vida no céu?

Creio que sim!
Acredito assim pois chegaremos lá e teremos que lembrar que não foi por mérito nosso e sim que nesta terra fomos pecadores e que Deus por sua infinita graça nos salvou.
E também porque bíblia nos relata que receberemos galardões segundo as nossas obras aquí na terra, e isso ocorrerá após o arrebatamento (Ap 22. 12). Pois então como receberemos recompensa de algum feito se não nos lembrarmos de que?
Você imagina Jesus te dando um presente relacionado a algo que você fez na terra se lembrar do que vc fez?
E um outra indagação acerca deste assunto é que muitos pensam que haverá sofrimento da parte do salvo quando lembrar de que um Ente querido seu não está no céu.
Está escrito em 1 Jo 3.3 que seremos semelhantes a Ele em tudo. Nosso corpo será semelhante ao Dele, consequentemente nossa mente será semelhante a Dele, e também o nosso SENSO DE JUSTIÇA! Ou seja lembraremos mais olhando com os olhos da justiça de Deus sem considerar qualquer vínculo que tivemos aquí na terra. Pois é isso o que dá a entender a bíblia quando Jesus diz que "no céu nem se casam ne se dá em casamento" (Mt 22. 30; Mc 12. 25; Lc 20. 35).

terça-feira, 17 de maio de 2011

Reflexão: Ser adorador não é ser superficial

Há quem pense que ser adorador é extravasar suas emoções com gritos, pulos, carreiras ou rodopios durante um culto.
Porém, adoração vai muito mais além do que um louvor, um pulo ou um grito. Adoração é o inclinar do coração diante do Senhor. Aliás não só do coração, de todo o seu ser!
Quando se inclina a coroa da arrogância cai de nossas cabeças. Então é melhor permanecermos inclinados pois se nos levantarmos corremos o risco de pegar aquela coroa de volta!

domingo, 15 de maio de 2011

Ser pentecostal não é ser superficial! (Parte - 1)

Semana passada eu estava em um culto em uma de nossas congregações, e aconteceu algo que me deixou preocupado. A espiritualidade superficial transmitida pelo movimento Reteté!
Foi algo, infelizmente, inesquecível! Eu nunca ví tanto movimento sem fundamento.


Dentro do pentecostalismo (especialmente na minha querida Assembléia de Deus) tem crescido um movimento chamado reteté, que é uma variação (desvio) do pentecostalismo clássico.

Embora como pentecostal eu goste de fogo e poder de Deus, esse movimento confunde pentecostes com "frenesi coletivo".


De fato quando Deus vem sobre um lugar coisas estranhas podem acontecer. Assim como aconteceu com os apóstolos em Atos 2 que inicialmente foram comparados com gente bêbada (até que Pedro pregasse o evangelho e esclarecesse tudo).

Eu já vi Deus fazer coisas muito diferentes em vedadeiros momentos de mover, de descida do Espírito Santo. Mas isso aconteceu após um período de oração sincera, sem ser induzido e sem influência de músicas ou batuques como no culto narrado acima. Enquanto está sendo tocado os chamados "hinos de fogo" o movimento não para. É crente pulando, correndo pra lá e pra cá, se sacudindo todo (lembrando que não tenho nada contra isso!), porém, é só o hino terminar para os "foguistas" se sentarem.
 Sei que há muitas manifestações tremendas que Deus pode fazer e não me limito aos dons espirituais, porém não os excluo. Sei que Deus pode levar alguém a dançar no Espírito, cair, chorar, pular, arrebatar, etc. Lembro bem da primeira vez que fui tomado pelo poder do Espírito Santo - foi inesquecível!

Mas normalmente quando esses fenômenos são de Deus acontecem de forma expontânea (não-induzida), ocasional (não-rotineiro), e acompanhado de dons espirituais. No movimento reteté normalmente há batidas fortes ou batuques para induzir as pessoas ao frenesi e praticamente não se vê dons espirituais. Por isso reprovo esse tipo de reunião de reteté. 

Não reprovo de maneira nenhuma que uma experiência marcante com Deus possa fazer pessoas dançarem, cairem ou pularem no poder do Espírito Santo. Já tive experiências genuínas desse tipo, e também é visto tais coisas nas Sagradas Escrituras, mas também já tive o desprazer de ser derrubado por pastores.

Infelizmente há tanta indução e modismos, que muitos teólogos pentecostais tem reprovado toda manifestação que não sejam os 9 dons espirituais. Creio que precisamos cuidar para "não jogar fora o bebê junto com a água".

sábado, 14 de maio de 2011

Distinção entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras... Certamente, venho sem demora” (Ap 22.12,20).

O encontro nos ares

Essas palavras, as últimas de Cristo que foram registradas por escrito, confirmam Sua promessa anterior: “...voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). Paulo faz referência ao cumprimento dessa promessa:“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, ...e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; ...depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17).
Como resposta a essas promessas de Cristo, “o Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22.17);ao que João adiciona, jubilante: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20b). Quem é essa Noiva? Após declarar que esposo e esposa são “uma só carne”, Paulo explica: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.32).

A qualquer momento

As palavras de Cristo, do mesmo modo como as de João, do Espírito e da Noiva, não fariam sentido se essa vinda para levar os crentes para Si mesmo tivesse que esperar a revelação do Anticristo (perspectiva pré-ira) ou a consumação da Grande Tribulação (perspectiva pós-tribulacionista). Uma vinda de Cristo “pós-qualquer coisa” para Sua Noiva simplesmente não se encaixa nessas palavras das Escrituras. Afirmar que a Grande Tribulação deve ocorrer primeiro, para que o Espírito e a Noiva digam: “Vem, Senhor Jesus”, é como exigir o pagamento de uma dívida que vai vencer somente em sete anos!
Um Arrebatamento “pós-qualquer coisa” vai contra várias passagens das Escrituras que demandam claramente a vinda de Cristo a qualquer momento (iminente). O próprio Jesus disse: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a). Esse mandamento seria ridículo se Cristo pudesse vir para o Arrebatamento apenas após os sete anos da Tribulação.
A vinda que a Noiva de Cristo tanto deseja levará à ressurreição dos mortos e à transformação dos corpos dos vivos. Isso fica bem claro não somente em 1 Tessalonicenses 4, mas também através de outras passagens: “...de onde (os céus) aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Fp 3.20-21). Muitas outras passagens também incentivam os crentes a vigiar e esperar com intensa expectativa. Essas exortações somente fazem sentido se a possibilidade de Cristo levar Sua Noiva para o céu puder ocorrer a qualquer momento:“...aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.7); “...deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro, e para aguardardes dos céus o Seu Filho...” (1 Ts 1.9-10); “...aguardando a bendita esperança e a manifestação do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2.13); “...aparecerá segunda vez ...aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28); “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg 5.7).
Diferentes opiniões sobre o Arrebatamento não afetam a salvação, mas deveríamos procurar entender o que a Bíblia diz. A Igreja primitiva estava claramente esperando o Senhor a qualquer momento. Estar vigiando e esperando por Cristo, se o Anticristo deve aparecer primeiro, é como esperar o Pentecoste antes da Páscoa. No entanto, Cristo exortou: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13); “...para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai” (Mc 13.36-37).

A surpresa da Sua vinda

A seguinte afirmação de Jesus também não se encaixa numa vinda pós-tribulacionista: “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.44). É absurdo imaginar que qualquer pessoa sobrevivente da Grande Tribulação, que tenha visto os eventos profetizados (as pragas e julgamentos derramados na terra; a imagem do Anticristo no Templo; a marca da besta imposta a todos que quiserem comprar e vender; as duas testemunhas testificando em Jerusalém, sendo mortas, ressuscitadas e levadas ao céu; Jerusalém cercada pelos exércitos do mundo, etc.), tendo contado os 1260 dias (3 anos e meio) de duração da segunda metade da Grande Tribulação (preditos em Apocalipse 11.2-3;12.14), poderia imaginar naquela hora que Cristo não estaria a ponto de retornar! Após todos esses acontecimentos, isso será por demais evidente. Portanto, simplesmente não há como reconciliar uma vinda de Cristo pós-tribulacionista com Seu aviso de que virá quando não estiver sendo esperado.

Distinção entre Arrebatamento e Segunda Vinda

Somente essa afirmação já distingue o Arrebatamento (a retirada da Igreja da terra para o céu) da Segunda Vinda (para resgatar Israel durante o Armagedom); pois este último acontecimento não vai surpreender quase ninguém. Contrastando com Seu aviso de que mesmo muitos na Igreja não O estarão esperando, as Escrituras anunciam outra vinda de Cristo quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando. A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.33). Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap 19.19).







Ou Cristo está se contradizendo (impossível!), ou Ele está falando de dois eventos. Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele: “Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40). Não somente as [virgens] néscias, mas até as sábias estarão dormindo: “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt 25.5).
No entanto, a Escritura diz que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado. Então, Yahweh declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc 12.10b), e todos os judeus vivos na terra reconhecerão seu Messias que retornará como “Deus forte, Pai da Eternidade” (Is 9.6): exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará, dessa vez para salvar Israel. Sobre esse momento culminante, Cristo declara: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24.13). Paulo adiciona: “...todo o Israel [ainda vivo] será salvo”... (Rm 11.26).

Dois eventos distintos

Não podemos escapar ao fato de que duas vindas de Cristo ainda se darão no futuro: uma que surpreenderá até mesmo Sua Noiva e outra que não será uma surpresa para quase ninguém. As duas não podem ser o mesmo evento. Mas onde o Novo Testamento diz que ainda há duas vindas a serem cumpridas? Todo cristão crê em duas vindas de Cristo: Ele veio uma vez à terra, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dentre os mortos, retornou ao céu e voltará. Contudo, em nenhum lugar o Antigo Testamento diz que haveria duas vindas distintas.
Esse fato causou confusão para os rabinos, para os discípulos de Cristo e até para João Batista, que era “cheio do Espírito Santo, já do ventre materno” (Lc 1.15, 41,44), João tinha testificado que Jesus era “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). No entanto, este último dos profetas do Velho Testamento, de quem não havia ninguém maior“nascido de mulher” (Lc 7.28), começou a duvidar: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11.3).
Somente uma vinda do Messias era esperada. Ele iria resgatar Israel e estabelecer Seu Reino sobre o trono de Davi em Jerusalém. Por essa razão os rabinos, os soldados e a multidão zombaram dEle na cruz (Mt 27.40-44; Mc 15.18-20; 29-32; Lc 23.35-37). Apesar de todos os milagres que Jesus tinha feito, os discípulos, da mesma forma, tomaram Sua crucificação como a prova conclusiva de que Ele não poderia ter sido o Messias. Os dois na estrada de Emaús disseram: “...nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir Israel” (Lc 24.19-21) – mas agora Ele estava morto.
Cristo os repreendeu por não crerem “tudo o que os profetas disseram!” (Lc 24.25). Este era o problema comum: deixar de considerar todas as profecias. Israel tinha uma compreensão unilateral da vinda do Messias (e continua assim atualmente), que lhe permitia ver apenas Seu reino triunfante e o deixava cego para Seu sacrifício pelo pecado. Até mesmo muitos cristãos estão tão obcecados com pensamentos de “conquista” e “domínio” que imaginam ser responsabilidade da Igreja dominar o mundo e estabelecer o Reino de Deus, para que o Rei possa retornar à terra para reinar. Eles se esquecem da promessa que Ele fez à Sua Noiva de levá-la ao céu, de onde ela voltará com Ele para ajudá-lO a governar o mundo.

O Arrebatamento ocorrerá antes da Tribulação

Como poderia Cristo executar julgamento sobre a terra, vindo do céu “entre suas santas miríades (multidões de santos)” (Jd 14), se primeiro não as tivesse levado para o céu? Aqui temos outra razão para um Arrebatamento anterior à Tribulação. Incrivelmente, Michael Horton, em seu livro “Putting Amazing Back into Grace”, imagina que 1 Tessalonicenses 4.14(“assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem”) refere-se à Segunda Vinda de Cristo “com os santos”. Ao contrário, na ocasião do Arrebatamento Jesus trará a alma e o espírito dos cristãos fisicamente mortos para serem reunidos com seus corpos na ressurreição, levando-os para o céu juntamente com os vivos transformados. Na Segunda Vinda Ele trará consigo de volta à terra os santos vivos, que já foram ressuscitados e previamente levados ao céu no Arrebatamento.
Antes da volta de Cristo com os Seus santos haverá a celebração das Bodas do Cordeiro com Sua Noiva (Ap 19.7). Tendo passado pelo Tribunal de Cristo (1 Co 3.12-15); (2 Co 5.10 ), os santos estarão vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19.8). Certamente eles devem ser também o exército vestido de linho fino, branco e puro (Ap 19.14) que virá com Cristo para destruir o Anticristo. Quando eles foram levados ao céu? É claro que isso não ocorrerá durante a própria Segunda Vinda, pois não haveria tempo suficiente nem para o Tribunal de Cristo, nem para as Bodas do Cordeiro. O Arrebatamento deve ter ocorrido anteriormente.
Aqueles que estão com seus pés plantados na terra, esperando encontrar um “Cristo”, esquecem que o verdadeiro Cristo virá nos buscar para nos encontrarmos com Ele nos ares e nos levará para a casa de Seu Pai. Eles se esquecem também que o Anticristo estabelecerá um reino terreno antes que o verdadeiro Rei volte para reinar. Infelizmente, os que se empenham em estabelecer um reino nesta terra estão preparando o mundo para o reino fraudulento do “homem do pecado”.

A Escritura registra duas vindas

Como alguém nos tempos do Velho Testamento poderia saber que haveria duas vindas do Messias? Somente por implicação. Ou os profetas se contradisseram quando profetizaram que o Messias seria rejeitado e crucificado e que Ele também seria proclamado Rei sobre o trono de Davi para sempre, ou eles falavam de duas vindas de Cristo.
Não há forma de colocar dentro de um só evento o que os profetas disseram. Simplesmentetem de haver duas vindas do Messias: primeiro como o Cordeiro de Deus, para morrer pelos nossos pecados, e depois como o Leão da Tribo de Judá (Os 5.14-15; Ap 5.5), em poder e glória para resgatar Israel no meio da batalha do Armagedom.
A mesma coisa acontece no Novo Testamento. Note as muitas contradições, a menos que estes sejam dois eventos:
1) Ele vem para Seus santos e numa hora que ninguém espera; mas vem com Seus santos quando todos souberem que Ele está vindo.
2) Ele não vem à terra mas arrebata os santos para se encontrarem com Ele nos ares (1 Ts 4.17); por outro lado, Ele vem à terra: “naquele dia, estarão Seus pés sobre o monte das Oliveiras” (Zc.14.4), e os santos vem à terra com Ele.
3) Ele leva os santos para o céu, para as muitas mansões na casa de Seu Pai, para estarem com Ele (Jo.14.3); mas traz os santos do céu (Zc 14.5, Jd 14).
4) Ele vem para Sua Noiva num tempo de paz e prosperidade, bons negócios e prazeres (Lc 17.26-30); mas volta para salvar Seu povo Israel quando o mundo já terá sido praticamente destruído, em meio ao pior conflito já visto na terra, a batalha do Armagedom.

Rebatendo as críticas ao Arrebatamento

Cristo declarou: “Assim como foi nos dias de Noé ...comiam, bebiam, casavam-se... O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre... Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30). Essas condições mundiais por ocasião do Arrebatamento só podem se referir ao período anterior à Tribulação; certamente não ao final dela!
Arrebatamento? Há críticos afirmando que a palavra “Arrebatamento” nem está na Bíblia! Isso não é verdade, pois a versão latina da Bíblia (Vulgata), feita por Jerônimo no quinto século, traduziu o grego harpazo (arrancar subitamente) pela palavra raptus (raptar), da qual deriva “Arrebatamento”. Foi o que Cristo nos prometeu em João 14: levar-nos para o céu.
Sim,  uma vinda do Senhor após a Tribulação: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias... verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30). A referência aos anjos “reunindo Seus escolhidos dos quatro ventos” (vv. 29-31) certamente não significa Cristo arrebatando Sua Igreja para levá-la ao céu, pois trata-se do ajuntamento do Israel disperso, de volta à sua terra quando da Segunda Vinda.Outros críticos papagueiam o mito propagado por Dave MacPherson, de que o ensino do Arrebatamento antes da Tribulação apareceu apenas no início do século XIX através de Darby, que o teria aprendido de Margaret MacDonald. Ela o teria recebido de Edward Irving, e este, por sua vez, o teria encontrado nos escritos do jesuíta Emmanuel Lacunza. Isso simplesmente não é verdade. Muitos escritores anteriores expressaram a mesma convicção. Um deles foi Ephraem de Nisibis (306-373 d.C.), bem conhecido na história da igreja da Síria. Ele afirmou: “Todos os santos e eleitos de Deus serão reunidos antes da tribulação, que está por vir, e serão levados para o Senhor...” Seu sermão com essa afirmação teve ampla circulação popular em diferentes idiomas.
Cristo associou o mal com o pensamento de que Sua vinda se atrasaria: “Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu Senhor demora-se” (Mt 24.48; Lc 12.45).Novamente, essa afirmação não tem sentido se o Arrebatamento vem após a Tribulação.
Não existe motivo maior para uma vida santa e um evangelismo diligente do que saber que o Senhor poderia nos levar ao céu a qualquer momento. Que a Noiva acorde do seu sono, apaixone-se novamente pelo Noivo, e de coração diga continuamente por meio da sua vida diária: “Vem, Senhor Jesus!” (Dave Hunt - TBC - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2002.

Cristo - O tema central das Escrituras.


Rm 11. 36

·        Todo o Antigo Testamento – A preparação para o Advento de Cristo.

·        Os Evangelhos – A manifestação de Cristo ao mundo, como Redentor.

·        Atos dos Apóstolos – A propagação de Cristo por meio da Igreja.

·        As Epístolas – A doutrina de Cristo para Sua Igreja

·        O Apocalipse – Cristo consumando todas as coisas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Esboço de Hoje: A Autoridade de Jesus Cristo

Texto Base: Mateus 28. 18

 Introdução

o A Palavra Autoridade significa:

“Domínio sobre algo, poder delegado para executar algo.”

o Na sua aparição aos discípulos após a consumação do sacrifício do calvário e sua ressurreição Jesus afirma ter sobre si toda a autoridade.

o Mostrando assim que na cruz ele consumou a vitória sobre todos os poderes que pudessem influenciar na vida humana. Que são estes apresentados no decorrer da mensagem.



 A Autoridade de Cristo sobre as tentações.

o Jesus foi tentado (Mc 1. 14).

o Jesus venceu as tentações (Lc 4. 1-13).

 A Autoridade de Cristo Sobre o Pecado.

o Jesus tem autoridade para perdoar pecados (Lc 5. 20-24).

o Jesus não conheceu o pecado (Hb 4. 15).

o Na cruz Jesus venceu o pecado.

 A Autoridade de Cristo sobre os demônios.

o Jesus expelia os demônios (Mc 5. 1-18).

o Na cruz Jesus derrotou os demônios (Cl 2. 15).

 A Autoridade de Jesus sobre os elementos da Natureza

o Jesus acalma a tempestade (Mc 4. 35-41).

o Jesus anda sobre as águas (Mc 6. 45-52).

o Jesus transforma água em vinho (Jo 2. 1-12).

o Jesus multiplica pães e peixes (Mc 6. 30-44).

 A Autoridade de Cristo sobre as enfermidades.

o Jesus curava as enfermidades.

o Jesus demonstrava poder sobre as enfermidades.

o Jesus é o mesmo!

 A Autoridade de Jesus sobre a morte

o Jesus Morreu.

o Jesus Ressuscitou!

 Conclusão

o Jesus em sua vida terrena e através de sua morte demonstrou autoridade sobre tudo que há encima no céu, na terra e debaixo da terra! Podemos considerar os milagres como símbolo da sua plena autoridade salvadora.


o Poder sobre as enfermidades, símbolo do poder sobre as conseqüências do pecado (Is 53. 4, 5).

o Poder sobre os demônios, símbolo da queda plena de Satanás (Cl 2. 15) .

o Poder sobre os elementos da natureza símbolo da restauração da maldição (Rm 8. 20, 21).

o Poder sobre a morte, como aquele que vivificará todos os mortos (1 Co 15. 51 a 53).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quando tudo Falhar


David Wilkerson
Logo mais abaixo a última postagem do Pr. David Wilkerson em seu blog, publicada com a data da sua morte - 27/04/2011

O Senhor seja louvado!

Crer quando todos os recursos fracassam agrada muitíssimo a Deus e é altamente aceito por Ele. Jesus disse a Tomé “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.” João 20:29

Bem aventurados os que crêem quando não existe evidência de uma resposta a sua oração. Bem aventurados aqueles que confiam mais além da esperança quando todos os meios fracassaram.

Alguém chegou a um lugar de desespero, ao final da esperança e ao término de todo recurso. Um ser querido enfrenta a morte, e os médicos não dão esperança. A morte parece inevitável. A esperança se foi. Orou pelo milagre, porem, esse não aconteceu.

É nesse momento quando as legiões de Satanás se dirigem a atacar sua mente com medo, ira e perguntas opressivas como “Onde está teu Deus? Você orou até não lhe restaram lágrimas, jejuou, permaneceu nas promessas e confiou”.

Pensamentos blasfemos penetraram em sua mente: “A oração falhou, a fé falhou. Não vou abandonar a Deus, porém não confiarei Nele nunca mais. Não vale a pena!” Até mesmo perguntas sobre a existência de Deus acometem sua mente!

Tudo isso foi dispositivos que Satanás empregou durante séculos. Alguns dos homens e mulheres mais piedosos de todas as eras viveram tais ataques demoníacos.

Para aqueles que passam pelo vale da sombra da morte, ouçam essas palavras: O pranto durará algumas tenebrosas e terríveis noites, mas em meio a essa escuridão logo se ouvirá o sussurro do Pai: “Eu estou contigo. Nesse momento não posso lhe dizer por que, mas um dia tudo terá sentido. Verás que tudo era parte de meu plano. Não foi um acidente. Não foi um fracasso da tua parte. Agarre-se com força. Deixe Eu te abraçar nessa hora de dor”.

Amado, Deus nunca deixou de atuar em bondade e amor. Quando todos os recursos falham, Seu amor prevalece: Aferre-se a sua fé. Permaneça firme em Sua Palavra. Não há outra esperança nesse mundo.