segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Como preparar sermões Expositivos.

PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Por George O. Wood

O que É Pregação Expositiva?

Pregação expositiva é tomar um trecho das Escrituras (um versículo, um parágrafo, um capítulo, um livro) e responder a duas perguntas: (1) O que disse? e: (2) O que diz? Ao responder a essas duas perguntas, o assunto, os pontos principais e o subpontos da mensagem são regidos pelo próprio texto. Na pregação temática, o pregador pode escolher seu esboço. Na pregação textual, os pontos principais são regidos pelo texto, e o pregador pode colocar entre os pontos o que quer se sinta levado a colocar. Entretanto, na pregação expositiva, o texto rege inteiramente o conteúdo da mensagem: não se tem liberdade de buscar ou escolher o que se quer enfatizar ou deixar passar. Vamos considerar as duas perguntas acima. Para pregar expositivamente, devo responder a ambas.

A primeira pergunta – “O que disse?” – envolve exegese e hermenêutica. Quero entender da melhor maneira possível o que cada palavra ou frase significativa para o escritor bíblico, para o povo de Deus a quem essa palavra foi primeiramente dirigida. Para isso, sirvo-me de dicionários, léxicos, concordâncias, comentários bíblicos, ou seja, qualquer coisa que me chegue às mãos para melhor entender o texto. Na grande maioria das vezes queremos passar por alto a difícil tarefa de realmente compreender a Escritura, a fim de imediatamente passarmos a aplicação. Essa é uma das razões por que certos trechos difíceis das Escrituras (como Levítico) são frequentemente deixados de lado.

Entretanto, nenhum sermão está completo se tivermos respondido apenas a primeira pergunta. Também devemos considerar: “O que diz?” Em outras palavras, tenho de passar da exegese para a aplicação. De que forma essa clássica Palavra viva se relaciona com as necessidades contemporâneas das pessoas a quem pregarei? Pregar sempre implica em se ter um pé plantado firmemente na exegese e o outro na aplicação. Os sermões serão secos como o deserto se forem somente exegéticos. A exegese apresenta o que a Escritura disse para as pessoas da época em que foi escrita; a aplicação mostra o que ela diz para as pessoas dos dias de hoje.

Não poucas vezes, uma congregação foi colocada para dormir por um sermão que nunca foi bem-sucedido em ressaltar o imediatismo das experiências cotidianas. O sermão torna-se em lição de história muito árida e tediosa. Entretanto, sermões que negligenciam a exegese em favor da aplicação eventualmente produzirão uma congregação biblicamente analfabeta, presa fácil dos falsos ventos de doutrina e dos vendavais da adversidade satânica. Em geral, se um sermão deixa de despertar interesse, inspiração ou desafio, é porque uma ou ambas as perguntas não foram devidamente respondidas pelo pregador. Philips Brooks, o grande pregador americano de outra geração, assim se expressou, com muita propriedade: “Nenhuma exortação para uma vida melhor, que não esteja fundamentada em alguma verdade tão profunda como a eternidade, pode atingir e prender a consciência [grifo nosso]”.

Paulo ordenou que Timóteo conservasse “o modelo das sãs palavras” (2Tm 1.13). Essencialmente, Paulo estava dizendo que seguia um sistema de ensino, que seus métodos de pregação e ensino não consistiam de porções de informações isoladas e exortações espirituais dispersas. Qualquer pessoa só tem de ler os escritos de Paulo para detectar o quanto são bem-ordenados. No estudo bíblico, o crente não mostrará sensatez se optar pelo método do “pula-pula”. Se, um dia, o crente lê um capítulo de Romanos, no outro, passa para um trecho de Apocalipse e, no seguinte, vai para o livro de Êxodo, permanecendo nesse procedimento aleatório por longos períodos de tempo, realmente não estará tirando nenhum proveito. Imagine estudar um manual de língua estrangeira, de história ou de ciência nesse padrão ametódico! O estudo da Bíblia não dispensa os mesmos princípios aplicados ao estudo de outros assuntos.

Se os comentários acima são verdadeiros no que tange ao estudo pessoal, também se aplicam à pregação. A minha pregação rege a exposição sistemática da verdade?

Estou produzindo um modelo das sãs palavras? O que aconteceria se um operário da construção civil tentasse construir uma casa assentando os tijolos em lugares desconexos, em vez de ajuntá-los adequadamente? Com muita frequência nossos sermões, semana após semana, são tijolos sem nenhuma relação uns com os outros. Não deveria haver uma relação entre os sermões da semana passada e os desta? Ou os do mês passado e os deste? Ou mesmo os dos últimos anos e os deste?

Alguns acham que seguir um plano de sermões, no qual o pregador leva semanas ou meses para sequencialmente levar o rebanho através de um livro da Bíblia, está na verdade inibindo o Espírito Santo. “Você não está descartando a direção do Espírito?” perguntam eles. Não, de forma alguma, a menos que sua visão do Espírito signifique que tudo o que Ele faz deva ser instantaneamente, espontâneo. Eu creio que o Espírito Santo pode me dar direção para uma série completa de estudos tão facilmente quanto para uma única mensagem. Mas nunca devo ser inflexível. Se, no meio de uma série de estudos, o Espírito Santo colocar em meu coração alguma palavra especial, não hesito em interromper a série.

Como Fazer Sermões Expositivos

Agora vem a questão crítica. Você quer pregar sermões expositivos. Mas como fazê-los? Deixe-me levá-lo ao longo desse processo, utilizando uma das passagens mais familiares da Bíblia: Mateus 28.18-20. De fato, esse texto é tão familiar, que muitos nunca chegam a pregar sobre ele.

[...] Exige-se que os pregadores expositivos incluam todas as palavras do texto em seus sermões. Mateus 28.18-20 concentra-se em assuntos mais inclusivos do que no fato de “ir” ou para onde devemos ir.
Lembra-se da primeira pergunta sobre os preparativos de uma mensagem expositiva? O que o texto disse? Para responder a essa pergunta devemos fazer boa exegese. Contudo, não comece sua exegese correndo comentários. O pregador expositivo deve primeiro estudar o texto apenas com a Bíblia na mão; sem comentários ou ferramentas de ajuda de qualquer tipo.

É importante que você comece a formar uma opinião sobre a passagem. O que o texto está dizendo? De que forma o Espírito Santo pode ajudá-lo a entender o texto novo? Que partes parecem chamar mais sua atenção? O que você não compreende? Onde estão os substantivos? Os verbos? Os adjetivos? Os advérbios? Qual o pensamento principal da passagem? Quais os subtemas? Não custa escrever sua própria paráfrase do texto.

[...] Durante esse embate inicial e direto entre você e o texto, comece a se perguntar: Como esboçarei estes versículos? Que título parece mais apropriado?

Passe pelo menos uma hora sozinho com o texto antes de consultar seus recursos de estudo bíblico. Se, é claro, você sabe o grego ou hebraico, gaste esse tempo no texto original obtendo as nuanças da linguagem bíblica. Você não deve começar a examinar os comentários até que o próprio texto fique incrustado em seu espírito.

Depois, sirva-se dos recursos: dicionários, concordância, tradução interlinear, paráfrases e outras versões, estudos por palavras, comentários bíblicos. Não permita que seu repertório de comentário seja escasso. Alguns cometem o erro de confiar quase exclusivamente em um ou dois comentários, e seus sermões passam a ser apenas um rearranjo, uma nova apresentação do que aquele estudioso disse. Nunca tento usar menos do que sete ou oito comentários sobre qualquer texto. Isso assegura que estou tirando conclusões de múltiplos pontos de vista, alguns dos quais em nada me ajudarão, mas preciso da multiplicidade de informações para corretamente compreender o texto. Tenho de resistir ao impulso de passar depressa para a aplicação do texto, sem primeiro me envolver em todo o processo de exame.

À medida que você explora cuidadosamente a mina do texto de Mateus 28.18-20, começa a notar os temas principais. Eles se sobressaem. No versículo 18, Jesus faz uma declaração muito surpreendente. Nos versículos 19 e 20a, dá uma ordem. E na última frase do versículo 20, faz uma promessa.

Portanto, um sermão expositivo será desenvolvido nessa estrutura, dentro do próprio texto. Lembre-se: é sempre o próprio texto que deve reger o esboço. A pregação expositiva não dá licença para o pregador forçar ideias no texto. Deve-se permitir que o texto fale por si mesmo. Quando você se concentrar nos aspectos exegéticos do texto, comece a notar algumas coisas que se destacam, como por exemplo, a palavra “todo”. No texto da versão ARA [Almeida Revista Atualizada], a palavra “todo” (em suas declinações) ocorre quatro vezes: “toda a autoridade [ou poder]“, “todas as nações”, “todas as coisas” e “todos dos dias”. Bem de acordo com o texto grego subjacente, onde o vocábulo “todo” (da raiz grega pas) ocorre quatro vezes: “toda a autoridade”, “todas as nações”, “todas as coisas” e “todos os dias”. Quando percebi isso, disse comigo mesmo: Esta é repetição importante. Isto precisa ser incluído na mensagem. Mas como?

Minha exegese também me leva a focalizar nos conectivos. Primeiro, Jesus proclama ter autoridade. Depois, emite uma ordem. E, no fim, faz uma promessa. Tudo isso não está relacionado? Sua autoridade não serve de escora para a ordem? Jesus nos enviaria para uma missão que não tivesse esperança de sucesso? Por conseguinte, nossa responsabilidade não está associada ao sucesso de sua própria missão? A menos que Ele tenha autoridade, não temos responsabilidade. Mas somos enviados a fazer sua obra por nossa conta? Não! Com a comissão, temos também a garantia: Ele estará conosco.

Percebe o que estamos fazendo? Estamos trabalhando com os conectivos. Às vezes, um sermão contém um esboço simples: pontos um, dois e três. Não obstante, o pregador nunca conecta os pontos. Se temos o ponto um, de que maneira se relaciona com o ponto dois? E com o ponto três? Você quase sempre pode dizer está conectando os pontos, se está silenciosamente inserindo entre eles as palavras “portanto” ou “porque”. Por exemplo, nesse texto, Jesus tem autoridade. Portanto, temos responsabilidade quanto a essa autoridade. Porque temos responsabilidade, necessitamos de sua presença, e devemos cumprir o que mandou fazer.

Procure seguir o fluxo lógico que o próprio texto proporciona. Quando Deus fala, como apresentado na Bíblia, Ele não gagueja. As palavras não são dadas em ordem aleatória, mas na seqüência certa. Há um propósito e método na revelação divina. Busque-os e proclame-os!

Ainda estamos trabalhando na exegese: “O que o texto disse?” Em meus estudos, comecei a notar que quatro verbos dominam o meio de Mateus 28.18-20. Em português, na versão ARA, dois dos verbos estão no imperativo, ou seja, são ordens: “ide” e “fazei discípulos”. E os outros dois verbos estão no gerúndio: “batizando” e “ensinando”. Em princípio, isso nada significa para o desenvolvimento do sermão; simplesmente tomo nota.

Quando consulto o texto grego, descubro que apenas um verbo está no imperativo: “fazei discípulos”. Os outros três estão todos no gerúndio: “indo” (ou quando fordes” ou “tendo ido”, “batizando” e “ensinando”) [Aqui, o Novo Testamento Interlinear é imprescindível para quem consegue pelo menos consultar o dicionário grego e uma chave linguística grega]. Não tenho ideia do que planejo fazer com essa descoberta. Terei de pensar um pouco sobre isso e trabalhar mais extensamente nos comentários. Você frequentemente experimentará esse mesmo fenômeno ao preparar seus sermões.

Durante todo o tempo em que estou estudando, estou tomando notas. Entrementes, só tenho páginas cheias de anotações. Meu estudo exegético está concluído. Acho que atingi um entendimento positivamente acurado do significado das palavras. Agora chegou o momento de desenvolver o sermão e começar a responder a segunda pergunta: “O que o texto diz?”

O que o texto diz?

Como faço para que esses versículos saltem da página aos corações das pessoas a quem ministro? Isso é obra do Espírito Santo e também minha responsabilidade. Tal esforço não terá êxito sem oração. Por conseguinte, fundamental em todo o estudo é o ato e a atitude de oração: “Senhor, ensina-me primeiro o que esta passagem está dizendo para mim, e depois abre-a aos corações do povo”.

[...] Portanto, as três coisas que requerem mais trabalho no preparo do sermão, depois da exegese, são: o título e a introdução da mensagem [...], o assunto [...] e a conclusão [...].

Os pregadores expositivos diferem em qual dos itens acima se ocupam primeiro no processo de preparação do sermão. Alguns, como os advogados, preferem começar com o rascunho do sumário ou da conclusão. Outros dão as primeiras atenções à introdução, tratando-a como a nascente do fluxo do sermão, acreditando que o restante da mensagem seguirá o canal iniciado pelas palavras de abertura. Quase sempre, me concentro primeiro na formação do assunto e no esboço.

[...] Dentro desse processo ou em sua conclusão, procuro cristalizar a mensagem em um título apropriado. Por exemplo, é difícil dar um título a Mateus 28.18-20 que não seja “A Grande Comissão”. Esse é o nome dado ao longo do curso da história cristã. Talvez, para causar impressão, pudesse ser tentado uma variação: “A Grande Co-Missão”. Você pode escolher um título mais criativo ou contemporâneo. Entretanto, evite títulos que prometam mais do que possam cumprir, ou que induzam ao erro, ou que desvirtuem o conteúdo do texto.

Empregando o título histórico, passo a imaginar: O que há de tão grande acerca da Grande Comissão? Em outras palavras, por que foi inserida a palavra “grande”? O termo “grande” não aparece no texto em si. Quanto mais refletia nessa questão (e a preparação de um bom sermão exige que você faça considerável oração, meditação e reflexão), mais percebia que o próprio texto a respondia. A grande comissão é grande porque contém uma grande proclamação, uma grande responsabilidade e uma grande garantia! E aí está: tanto o assunto quanto o esboço apresentados em uma única sentença. Posso usá-la durante todo o sermão!

Na introdução, posso perguntar: “Por que chamamos essas palavras de Jesus de ‘A Grande Comissão’?” Em seguida, a parte central do sermão responde à pergunta. Primeiro, porque faz uma grande proclamação: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (ARA). Segundo, porque acarreta uma grande responsabilidade: “Fazei discípulos” (ARA). E, terceiro, porque nos dá uma grande garantia: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (ARA). Na conclusão, retorno a estes temas. Você já aceitou a proclamação de Jesus? Já agiu de acordo com a responsabilidade dada? Está plenamente certo da garantia que Ele nos prometeu?


Para mim, o título, o assunto e a conclusão servem mais ou menos como as figuras de um livro de colorir. Não posso pintar as gravuras, a menos que veja os seus contornos. De maneira cuidadosa e metódica, começo a rabiscar minhas notas para a mensagem. No topo da página, escrevo o título: “A Grande Comissão”.

Depois, vem um parágrafo chamado “Introdução”. Na pregação expositiva, o objetivo ordinário de todas as introduções é pôr o texto nas pessoas e as pessoas no texto. Uma maneira simples de resumir uma introdução à Grande Comissão é observar que, no Evangelho de Mateus, essas são as últimas palavras de Jesus ditas aos discípulos, sendo também suas últimas palavras para nós. Foi essa a mensagem que comissionou os discípulos, e é também a nossa. Se as últimas palavras pronunciadas por um ente querido antes de morrer são importantes, quanto mais as últimas palavras do Cristo ressurreto!

A partir disso, a primeira ênfase principal se desdobra: “A grande proclamação”. Se você fez o trabalho exegético no contexto maior do Evangelho de Mateus, será instantaneamente levado a Mateus 4.8-10, onde Jesus, no início do seu ministério, rejeitou a oferta do diabo de “todos os reinos do mundo e a glória deles”. Você fará ver que Jesus, no fim do seu ministério, não poderia ter feito tal proclamação se no começo tivesse cedido à tentação do diabo. A mesma relação se dá em nossas vidas. O poder com Deus vem pelo caminho da obediência, resistindo às tentações do inimigo [esse exemplo demonstra-nos a aplicação pessoal do texto].

Você também quererá enfatizar a proclamação universal de Jesus. Sua autoridade se estende a todo céu (algo que o diabo não pode oferecer, visto que ele não está no céu e não tem autoridade lá) e à terra. Jesus está nos dizendo que naquele dia não teremos de prestar contas a Maomé, Buda, Confúncio ou qualquer outra pessoa. É a Jesus que daremos conta.

Eu não poderia ter alcançado esse discernimento sem ter relacionado o texto imediato a todo o texto. A pregação expositiva requer que o pregador desenvolva a passagem dentro do seu contexto: imediato (capítulo e livro da Bíblia) e geral (a totalidade das Escrituras). Somente quando fiz o trabalho de concordância com a palavra “todo” no Evangelho de Mateus, foi que me ocorreu a observação de que deveria relacionar Mateus 4.8,9 com Mateus 28.18-20. Semelhantemente, continue com o trabalho de relacionar Escritura a Escritura.

[...] O Sermão rapidamente chega a uma conclusão. Confiando na ação do Espírito Santo, procure levar as pessoas a tomarem uma decisão. Já aceitaram a proclamação de Jesus? Já admitiram a responsabilidade que Ele mesmo deu? Vivem na garantia que Ele fez? [...] É o momento em que elas podem responder à Palavra pregada, entregando-se a ela.

Meu propósito em levá-lo através da pregação de Mateus 28.18-20 é simplesmente dar-lhe uma maquete de como pregar expositivamente. Os princípios e discernimentos apresentados são aplicáveis a qualquer texto das Escrituras. Não fique surpreso se, quando começar a pregar expositivamente, venha enfrentar dificuldades. Hoje, não desejaria pregar novamente alguns dos meus primeiros sermões expositivos. Como em qualquer outra disciplina, a pregação expositiva vem mais prontamente com a prática. Mas os dividendos valem a pena!

Não há nada que influa mais dramaticamente no seu crescimento espiritual do que a concentração constante na pregação expositiva. Você receberá muito mais do que poderá dar. E as pessoas a quem você prega terão um amadurecimento espiritual mais rápido, pois em vez de ideias humanas você estará colocando a Palavra de Deus em suas vidas.

sábado, 26 de novembro de 2011

"Tortura pentecostal"

Eu dei esse título a essa postagem pois o que passei certo dia foi uma verdadeira tortura psicologica com a capa de [pseudo]pentecostalismo.
Eu gosto muito de frisar que SOU PENTECOSTAL e não nego isso. Me alegro muito em ser o que sou e nem me arrependo nem me envergonho disto. Porém... (Esse porém é que mata e faz desmoronar muita coisa) Eu sou adepto do verdadeiro poder do Espirito e não de movimentos movidos a "louvor de fogo", aonde o ritmo balançado e embalado por fortes batidas meche com a emoção trazendo movimentos e ações até mesmo descontroladas com capa de espiritualidade (aliás, eu não sei de onde tiraram que ser espiritual é está pulando dentro da igreja!).
Eu não estou dizendo que sempre fui imune a essas coisas, pois não fui no princípio. Já pulei, já "marchei", já corrí, movido a esse tipo de falácia chamada de "movimento re-te-té".  No entanto, todos os verbos estão no passado e sem indicação de procedência semelhante no presente e no futuro.
Eu gosto do mover do Espirito e de derramamentos de poder, mais veja bem a que eu me referí, mover DO ESPÍRITO e derramamento DE PODER!
Não gosto de manipulação emocional, vou ser mais enfático, eu abomino manipulação!
E nesses dias ainda tem muitos que entram por esse caminho, manipulam o povo enquanto podem ao invés de pregar a palavra. Tem outro detalhe, quando falo de PREGAR é de expor a palavra de forma coerente e respeitando os textos biblicos dentro de cada contexto, não falo de narração de historia e lançar palavras de efeito e "profecias" coletivas do tipo: tem gente aquí passando luta! Deus está ouvindo a oração de crente aquí! E coisas parecidas que não precisa de revelação pra se saber.
E o pior de tudo é que as pessoas estão subistituindo o poder do Espirito por emocionalismo. Tem pregador que batiza mais com o Espirito Santo do que o próprio Jesus! Você pode me perguntar, "como assim? tem pregador que batiza mais do que Jesus?" Isso mesmo! Eles colocam a pessoa para ficar repetindo glória-aleluia-glória-aleluia e quando de tanto se repetir embaraça as palavras baubuciando algo como "Gloluia" ou "Aleglória" eles dizem que foi lingua estranha declarando-a como batizada no Espirito Santo.
De maneira sincera e real o Dr. Jack Deere narra uma experiencia semelhante ainda do seu tempo de escola, quando em um culto, que eles faziam na hora do intervalo, um certo pregador chama os jovens à frente para serem batizados no Espirito Santo:
"O convite que ele fez na conclusão da mensagem não visava à salvação dos pescadores, mas os que buscavam o batismo com o Espirito Santo e o dom de linguas. Feito o convite, alguns de meus amigos forma à frente para verem mais de perto o que estava acontecendo. Lá viram dois homens  orando por um terceiro. Eles diziam a este que abrisse a boca e emitisse sons, e ele assim o fez e na mesma hora ele foi anunciado que havia recebido o dom de linguas."(Surpreendido pelo poder do Espirito, pg 82)
Esse fato não é muito diferente do que tenho visto por aí. Pessoas que nem em linguas falaram mais por emitir sons sem nexo são declaradas como batizadas no Espirito. Isso é mentira e enganação! Deus não está nesse negócio.
Eis aí minha tortura, presenciar essas coisas e não poder tomar as atitudes que desejo. E aliás quando por meio do ensino na pregação da palavra falo algo do tipo, sou taxado de "crú" e de que quero ser mais conhecedor do que todo mundo e de que quero entender demais os "mistérios de Deus".
Fica aí para a reflexão de quem ler!

“Eu profetizo”


O ministério profético cessou. Todos os profetas de Deus foram rejeitados e mortos (Mt 23:37). Segundo a palavra de Deus, o que existe hoje, na igreja do Senhor, é o "Dom da Profecia". Profecia, então, é um "Dom espiritual" (I Co 12:10), útil para que Deus fale de maneira sobrenatural às pessoas, assim como, pela "variedade de línguas", se fala sobrenaturalmente a Deus. O "Dom espiritual" é uma capacidade sobrenatural que atua nos filhos de Deus, quando Deus quer, e para o que ele achar proveitoso (I Co 12:11). Por isso, o uso da frase “Eu profetizo” é totalmente incorreto.
A Bíblia ensina que a profecia não depende do "EU" querer: ... porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo. (II Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: Assim veio a mim a palavra do Senhor ... (Jr 1:4); Assim diz o Senhor ... (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); Ouví a palavra do Senhor ... (Jr 2:4); E veio a mim a palavra do Senhor (...) disse o Espírito Santo ... (At 13:2); ... Isto diz o Espírito Santo ... (At 21:11); Mas o Espírito expressamente diz ... (I Tm 4:1). Em todos os casos, não aparece o "EU", aparece a pessoa divina.
Pense bem: Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos, sem que Deus tenha nos autorizado, em sua palavra, a Bíblia Sagrada? Como é que eu e você vamos profetizar, se, em nós mesmos, não há bênçãos para oferecermos, visto que a Palavra afirma que, em nossa natureza, não habita bem algum? Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos em nosso nome, se a Bíblia afirma que toda boa dádiva, todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação?

domingo, 30 de outubro de 2011

PILARES ABALADOS


INTRODUÇÃO

Eu sou novo no meio pentecostal, em relação a muitos que nasceram e se criaram nesta tão bela vertente do cristianismo moderno. Mas, ao conversar com irmãos de mais idade no evangelho eu pude perceber que o pentecostalismo está com seus principais pilares abalados. Nessas minhas conversas descobri que os pilares do movimento pentecostal moderno eram a santidade e poder de Deus.
 
Esta santidade não era baseada apenas em usos e costumes, sendo muito mais profunda do que isso. Apontava para a pureza do coração, afastamento do mundo, para a simplicidade e o viver casto. Segundo esses irmãos antigos, o povo tinha medo de pecar. Havia mais temor e devoção ao Senhor no coração das pessoas.
 
Como o povo era santo, por consequência, o Senhor fazia maravilhas no meio dele (Js 3. 5). Já ouvi relatos de muitos cultos onde haviam batismos com o Espirito Santo em massa. Nestes, Jesus batizava 30, 40, 70 ou até mais crentes. Os crentes eram mais apegados à oração e ao jejum. Nos  circulos de oração o Espirito Santo sempre se revelava por meio dos dons proféticos, e o mais interessante era que Ele já confirmava a Palavra (Mt 24. 12 / 1 Tm 4. 1), falando deste tempo de esfriamento e apostasia, que na época não estava em tanta ebulição como hoje.
 
É, mas o tempo passa e devido a algumas misturas os bons costumes vão sendo corrompidos (1 Co 15. 33), e o que era brilho se ofuscou, o que era mel se transformou em garapa!

PILAR DA SANTIDADE
 
Muitos começaram a se adaptar ao regime deste século. Alguns não queriam continuar  sendo rejeitados pelo mundo. Deixaram de ser apedrejados nas praças, por causa do evangelismo, para hoje serem aplaudidos por métodos que "ganham" o pecador, não para Jesus e sim para a forma em que foram conquistados à este tipo de evangelho. Poderia citar exemplos do que estou falando aqui, mas para um bom entendedor meia palavra basta!
 
Quero deixar claro que meu intuito aquí não é defender ou combater os usos e costumes, mas sim fazer um comparativo sobre o que era e o que é hoje.
 
As vestes de pudor foram substituídas por vestes de meretrizes. Antes as vestes da mulher de Deus era saias longas, simples, que não delineavam o corpo. Hoje, também é exigido o uso de saias, porém não importa o tamanho, seja de um palmo ou dois dedos de tecido, o que importa é que use saia. Muitas vão tão desprevenidas que usam a bíblia como resto de pano para cobrir as suas vergonhas. Se for dessa forma, melhor é que se coloque uma calça, assim estará bem mais composta.

Pelo fato do pecador ter em mente que a igreja dá jeito às pessoas, muitas esposas feridas pelo adultério tentam trazer para o nosso meio o marido infiel, ela até consegue, contudo se decepciona, pois em nosso meio existem Dalilas corrompidas pelo pecado que vêm para nossas igrejas semi-nuas, incitando a lascívia e a prostituição. Alguns jovens mesmo sem serem crentes, têm bons costumes, porém ao chegar em nosso meio acabam adquirindo outros costumes que não vão de acordo com o que os seus pais, mesmo sem o temor do Senhor os ensinaram, isso por que a santidade em nosso povo esta corrompida.
 
O temor em muitos arraiais por aí não existe mais. O povo não tem mais medo de pecar por que a palavra de Deus tem sido substituída por filosofias. A moda agora é "não tem nada a ver", nada mais é pecado. Muitas igrejas tem sido afligidas por líderes que passam a mão ocultando o erro, pois para eles "é melhor esta na igreja do que no mundo", e os membros muitas vezes vivendo o mundo dentro da igreja.
 
A doutrina da santidade nesses ultimos dias tem sido substituída pelo mundanismo!

PILAR DO PODER DE DEUS
 
Os nossos circulos de oração, pelo menos os que tenho passado, não se ora mais, e tem se transformado em abrigo de crentes sem compromisso com a doutrina, pois as mensagens são triunfalistas, e se prega apenas o que o povo quer ouvir. Ora, se já não se tem ouvido fala da Cruz e de arrependimento em cultos normais, imagina nos circulos de oração! Deus já não se revela mais, com tanta frequência. Batismo com o Espirito Santo é uma raridade. Se valoriza muito o pulo, a "marcha" e os re-te-tés da vida, mais não se busca o poder de Deus. Depois que inventaram esse negócio de campanha, ninguém quer se humilhar mais, quer só pedir, exigir e determinar ao Senhor o que Ele tem que fazer.
 
É muito fácil hoje fazer alguém chorar, pular, "dançar no Espirito" e até mesmo cair. É o que eu chamo de "Movimento Miojo", colocou um hino de fogo e em três minutos está feito o mover.

Muitos dos que se dizem pregadores não se apegam à palavra. Em lugar disso se apegam a jargões, que não passam no teste das Escrituras, que alimentam apenas as emoções e o ego das pessoas e por que também os elevará á fama. E a Palavra que é fonte de poder de Deus e Avivamento tem sido deixada de lado.

Temos muitos pregadores, porém poucos com compromisso com o Senhor. Muitos gritadores, porém poucos expositores do evangelho! O caso é mais sério do que se pensa!
 
Nosso povo não quer mais orar, não quer mais estudar a bíblia.
Isso é muito sério pois são pilares que estão sendo abalados e pouco a pouco, substituídos.
 
O poder de Deus, tendo por fonte a Palavra,  tem se apagado e se acendido o Emocionalismo!

CONCLUSÃO

Nós estamos perdendo nossa identidade. E esta não se compõe de tradições ou costumes, falo de nossa identidade espiritual. Antigamente, gostávamos de orar, e mesmo em face do anti-intelectualismo, tinhamos interesse em aprender a palavra de Deus. Pelo menos o interesse havia. Mas hoje, nem isso!
 
Que o Senhor venha nos ajudar, nesses ultimos dias, a sermos fiéis a Ele de todo o nosso coração e a termos compromisso com a Sua palavra, pois o povo é dEle, e aí de nós se os conduzirmos ao engano!

sábado, 16 de julho de 2011

Jesus é o Centro das Escrituras


Em João 1.1-4 e 14 lemos a respeito dEle: "No princípio era o Verbo (a Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." Por isso encontramos o Filho de Deus já no Antigo Testamento:

Jesus em cada livro do Antigo Testamento

Em Gênesis, Ele é chamado de "semente da mulher".
Em Êxodo, Ele é o cordeiro pascal.
Em Levítico, Ele é apresentado como sumo sacerdote.
Em Números, Ele é a coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.
Em Deuteronômio, Moisés fala dEle como sendo profeta.
Em Josué, Ele é o líder da nossa salvação.
Em Juízes, Ele aparece como nosso juiz e legislador.
Em Rute, Ele é resgatador.
Em 1 e 2 Samuel vemos a Jesus como nosso verdadeiro profeta.
Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Senhor Soberano.
Em Esdras, Ele aparece como o homem que restaura os muros caídos de nossa existência humana.
Em Neemias, vemos o Senhor como nossa força.
Em Ester, Ele é o nosso Mordecai.
Em Jó, Ele é chamado de nosso Salvador eternamente vivo.
Nos Salmos, Ele é nosso bom pastor.
Em Provérbios e Eclesiastes, Ele brilha como nossa sabedoria.
Em Cantares, Ele é o noivo que nos ama.
Em Isaías, Ele é chamado de "Príncipe da paz".
Em Jeremias, Ele aparece como o "renovo de justiça".
Em Lamentações, Ele é nosso profeta que chora.
Em Ezequiel, Ele nos é apresentado como o homem maravilhoso "com quatro rostos".
Em Daniel, Ele é o quarto homem na fornalha ardente.
Em Oséias, Ele aparece como o marido fiel, que é casado com uma infiel (Israel).
Em Joel, Ele é o que batiza com o Espírito Santo e com fogo.
Em Amós vemos Jesus como aquele que carrega nossos fardos.
Em Obadias, Ele é poderoso para salvar.
Em Jonas, Ele está diante de nós como o grande missionário para os gentios.
Em Miquéias, Ele é o Deus encarnado (Mq 5.1).
Em Naum, Ele é mencionado como a nossa fortaleza no dia da angustia.
Em Habacuque, Ele é o Deus da nossa Salvação.
Em Sofonias, Ele se manifesta como nosso Salvador.
Em Ageu, Ele é o restaurador da herança de Deus perdida.
Em Zacarias, Ele é apresentado como a fonte aberta da casa de Davi que purifica os pecados e as impurezas.
Em Malaquias, Ele se mostra como o "sol da justiça" com a "salvação nas suas asas"(Ml 4.2).

quinta-feira, 23 de junho de 2011

As Sete Igrejas da Ásia (Autor: Pr. João A. de Souza)

Texto: Ap 1.10-20
“Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro”.
“A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força.”
“Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.”
“Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas. Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.”

Havia outras cidades próximas, como Colossos, Mileto, Hierápolis, mas, por que Jesus não as menciona? No Ap existem vários períodos de sete. Sete trombetas, sete selos etc. E, talvez aí esteja a razão de serem apenas sete igrejas!
Algumas perguntas sobre essas sete cartas que Jesus enviou aos anjos das sete igrejas:
1.    Quem é o anjo de cada igreja? A palavra anjo às vezes é traduzida como “mensageiro”. A idéia de que o anjo da igreja é um pastor não encontra respaldo na igreja primitiva, porque a igreja era governada por uma pluralidade de “pastores” ou presbíteros (Veja At 20.17 e ss; 1 Pe 5.1 e ss.). Caso o anjo tenha sido um homem, quem seria hoje o anjo da igreja de Cachoeirinha, ou de Porto Alegre? Naquela época, como hoje, havia outras cidades dentro do perímetro de uma grande cidade. Por ex: Porto Alegre tem mais de 25 municípios ao redor. Quem seria o “anjo” de cada cidade? Portanto, é de se pensar!
2.    O anjo da igreja é um anjo mesmo? Se for um anjo, então aos anjos é designado poder e autoridade sobre assuntos espirituais. Havia o anjo que cuidava de Israel e que conduziu o povo pelo deserto. Os judeus acreditavam que as nações foram divididas e dadas a setenta anjos para cuidarem delas (Dt 32.8 na versão dos LXX; Ex 33.2; Jz 2; 2 Cr 32.21 etc.). É possível que Deus tenha distribuído responsabilidades aos anjos. Mas, fica a pergunta: Se for um anjo de verdade, então, a responsabilidade toda é dele, e o homem fica isento de culpa, numa boa! Pode-se errar como líderes que o culpado é o anjo!
3.    Portanto, atribuir ao pastor o papel de anjo da igreja é uma temeridade; e atribuir aos anjos a responsabilidade da igreja é uma aventura espiritual e tanto! O mistério continua. Alguém, em cada época tem de ser responsabilizado pelo estado da igreja!
Um período da história?
Para alguns teólogos, as sete igrejas representariam sete períodos da história, para outros, as sete igrejas representam o que acontece com a igreja de uma cidade. Quer dizer, o que acontecia em Éfeso, Esmirna e Pérgamo sempre aconteceu com a igreja em todos os tempos, até agora.
Os sete períodos da história seriam:
a) Éfeso – A igreja da primeira época. Pureza. Amor. Os primeiros anos da igreja.
b) Esmirna – que significa resina aromática de uma árvore que quando é cortada, exala seu perfume. Foi a época da perseguição e do martírio que termina com o edito de Milão, ou Edito da Tolerância com o imperador Constantino (313 d.C.).
c) Pérgamo. Cidadela. Acrópole. Período dos compromissos da igreja com os governos. Na igreja foram introduzidos os pagãos. (Ap 2.24).O período do século IV ao século VII. Uma igreja corrompida, pagã em que havia uma mistura de paganismo e cristianismo.
d) Tiatira. Doce sabor de trabalho. Do século VII ao século XVI. O período da apostasia. Idade média. Jezabel é símbolo de uma apostasia religiosa. O pecado travestido de religiosidade.
e) Sardes, a igreja do período da Reforma. A volta da pregação bíblica, do remanescente fiel.
f) Filadélfia – amor fraternal – A partir desse período surgem os maiores movimentos da história da igreja. Era do avivamento. Começam os estudos de Daniel e de Apocalipse.
g) Laodicéia – uma igreja fora do padrão de Deus. Uma igreja que pensa que tudo está bem, em ordem, mas que não está agradando ao coração de Deus. Jesus não elogia esta igreja, no entanto a ama!
4.    O que existe de bom e de ruim em cada Igreja, que não exista hoje na igreja mundial e brasileira? Todos os períodos da igreja estão também presentes na igreja de hoje. Ainda existem igrejas que amam de verdade; existem igrejas localizadas em países em que os crentes são martirizados… E existem e sempre existiram os remanescentes, em todas as épocas da igreja!
5.    Portanto, tenho para mim que as sete cartas refletem também os sete pecados que existem na igreja em todos os tempos.
Conhecendo o dono da Igreja.
1. Ele é o edificador e dono da igreja: “… edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).
2. “…e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro” (Ap 1.13). Observe duas coisas: A roupa e o cinto. Ele aparece vestido com vestes de autoridade, não como sacerdote. A vestimenta comprida tem o sentido de autoridade governamental, judiciária. Com autoridade central da igreja, e podendo dar o veredicto sobre ela. O cinto nas Escrituras tem dois aspectos: O cinto sobre os lombos, fala de atividade; o cinto sobre o peito fala de fidelidade e afeição; aqui fala do seu amor e afeto. Cada veredicto que ele dá em como base seu infinito amor e fidelidade.
Enquanto as vestes falam de sua função; as demais descrições falam de seu caráter. “A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força.”
3.Aqui somos levados a ver sete coisas em Jesus: Sua cabeça, seus cabelos, seus olhos, seus pés, sua voz, suas mãos, sua boca e seu rosto.
a) “A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve”. Aqui fala de sua pureza e de sua eternidade. Cabelos brancos são marca da idade, que nem sempre significa velhice. Por isso é símbolo de pureza.
b) “os olhos, como chama de fogo”. Olhos que penetram e que vê tudo o que está oculto. Aquele que anda no meio da igreja vê tudo o que está acontecendo.
c) “os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha”. Pés indicam atividade; procedimento. O bronze é símbolo de resistência; e o fogo símbolo da purificação. Ele jamais é contaminado, mesmo andando no meio de uma igreja impura.
d) “a voz, como voz de muitas águas”. Uma pessoa só tem idéia do que isto significa quando visita as cataratas do Iguaçu. O barulho das águas é ouvido de longe. O que significa? É uma voz com tons diferentes. Como em Hb 1.1: “muitas vezes e de muitas maneiras”. É como se todas as águas se unissem para formar uma única voz: A voz de Jesus está em tudo: Nas artes, na música, na ciência, na literatura, na vida. Ele tem algo a dizer sobre tudo.
e) “Tinha na mão direita sete estrelas”. A mão direita significa domínio e autoridade administrativa. As sete estrelas, que são os anjos das igrejas, indicam que o líder ou líderes da igreja estão num lugar tranquilo, protegidos pelo poder e autoridade de Jesus. Que privilégio ser segurado pela mão de Jesus ouvindo o que ele tem a dizer.
f) “e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes”. A espada afiada significa que sua palavra corta e penetra, como em Hb 4.12: “Mais cortante que espada alguma de dois gumes, e penetra…”.
g) “O seu rosto brilhava como o sol na sua força”. A aparência é a totalidade da expressão facial de uma pessoa. Todas as características acima, resultam na glória de sua face. Sua excelência!
4. Jesus interpreta o mistério (Ap 1.20): “Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.”
a) Uma coisa é certa: Jesus segura, protege e controla os que ele coloca como autoridade sobre a igreja. Ele preside a igreja. Os mensageiros ou os anjos não têm autoridade em si mesmos, a não ser a autoridade delegada por Cristo. O governo está nas mãos de Jesus.
b) “… candeeiros de ouro” ou “lâmpadas”. Uma lâmpada pressupõe luz, que precisa ter óleo para iluminar, e nas Escrituras o óleo é sempre uma figura do Espírito Santo. Jesus mesmo diz que as lâmpadas são as sete igrejas, o que significa que cada igreja é um centro de luz. O cenário parece ser noturno, e a única luz parece vir das lâmpadas. A igreja é a luz do mundo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Evangelho da Vingança

Esse artigo não tem um fundo teológico, doutrinário muito menos de desabafo. Esse artigo é um protesto e um alerta à Igreja do Senhor Jesus Cristo acerca desta nova mensagem anômala que tem tomado conta de muitos púlpitos por meio de mensagens e louvores (louvores?) enchendo muitos corações.
Bem, a minha intenção é alcançar o maior número de cristãos possível com esse artigo. Devido à força das minhas palavras acho melhor não tomar os púlpitos diretamente com esta mensagem, porque muitos não têm estrutura para ouvi-la entendendo-a de forma errada, interpretando-a como uma mensagem doutrinária ou coisa parecida, correndo o risco de depois sair murmurando e falando o que não procede verdadeiramente. Porém, acho que ela terá mais efeito da forma em que está, neste artigo, pois, sua leitura será voluntária, e, se escolheu ler creio que vai fazer algum efeito no coração!

Queridos irmãos, ultimamente tem surgido no meio evangélico uma nova tendência que, diante do que eu tenho observado, tem atingido diretamente tanto os louvores quanto as pregações. Essa nova tendência é o que eu tenho chamado de “Evangelho da Vingança”.
Essa nomenclatura surgiu de uma comparação desta mensagem, que no decorrer do artigo vou descrever, com o Evangelho de Jesus. Pois que, enquanto o Evangelho de Jesus nos orienta a amar, esse “novo evangelho” nos orienta de forma indireta até, a odiar e rejeitar as pessoas, principalmente àqueles se fazem nossos opositores.
Por definição acerca do “Evangelho da Vingança” temos o seguinte:
É o fato de o crente ter prazer em ver os que se fazem seus inimigos na derrota, e nisso há grande regozijo. Principalmente quando o fracasso dele é a sua vitória.  Alguns chegam ao ponto de orar para ver a derrota dele e/ ou até mesmo a sua morte.

Eu poderia falar aqui várias características deste câncer que tem afetado a Igreja, entretanto, vou destacar aqui as que são mais proeminentes.
Características do “Evangelho da Vingança”:

Arrogância.
Um dos maiores males que pode habitar em uma pessoa é a arrogância. Esta olhando pelo lado do “Evangelho da Vingança” consiste principalmente em que todos têm “que engolir” o fato de hoje você ser vitorioso. O crente que dá lugar a esta heresia sempre olha de forma altiva para os que se opuseram a algumas atitudes que proporcionaram a sua “vitoria”.

Rancor.
Quando o crente está lutando para adquirir uma benção e encontra quem se oponha ou que não lhe dê ajuda, quando este adquire o que necessita, fica o rancor no coração, a ponto de dizer que quem o viu passar por uma luta e não o ajudou, quando ele receber a benção o seu opositor vai ficar arrependido.
Egoísmo.
Os promotores deste falso evangelho sempre se colocam como o “centro das atenções do Reino de Deus”. Pela forma que se colocam em seus discursos é como se eles quisessem tudo para si e não aceitam quem se oponham a eles.

Orgulho.
No contexto estudado vemos que os promotores deste engodo não têm a humildade de reconhecer seus erros ou seus excessos. Referem-se aos seus opositores como se tudo o que eles, os “evangelistas da vingança” (aqui não me refiro aos Evangelistas ministros da igreja), fizessem estivesse certo e não necessitasse de uma correção ou aprimoramento, se colocam na posição de inerrantes.

Autopromoção e o Antropocentrismo.
Para finalizar, a autopromoção e o fato de o homem ser o tema central (antropocentrismo) é o carro chefe do “Evangelho da Vingança”, a ponto de certa cantora em um hino (hino?) seu, que vale salientar ter um inicio muito bonito, porém do meio pro fim se envereda por esse caminho, diz que os que opuseram ao crente receber sua vitória vão estar em uma platéia e o crente no palco. Para tentar amenizar ela ainda diz que vão olhar e ver Jesus brilhando em nós, porém o antropocentrismo e a autopromoção demonstrada é tão forte que Jesus acaba ficando em segundo plano.
O correto nesta música seria se quando o crente receber a vitória, ele e seu opositor, perdoado, estivessem juntos na platéia e Jesus no palco para receber o aplauso por causa da sua infinita Graça manifesta a nós através da tão esperada vitória!

Tenho que falar também que quando se fazem discursos ou são cantados hinos (hinos?) banhados por esse “evangelho” dá pra perceber um clima de oposição no culto, sem falar que quando alguém usa estes discursos muitas vezes o fazem para atacar o seu “inimigo” que às vezes é um crente salvo que não o ajudou quando necessitado ou que se opôs a ele ou até pode estar lá no meio do conjunto, alguém que não concordou com algum posicionamento, talvez no ministério, alguém que tenha feito uma crítica, ou quando não é o próprio pastor da igreja que não lhe deu oportunidade ou disse um NÃO. E ainda sempre tem um que diz: “Deus não vai matar seu inimigo, vai deixar ele vivo pra ver sua vitória!” Essa frase além de exprimir rancor, arrogância e egoísmo não tem base bíblica alguma! Isso é palavra de homem! Além de tudo eles se esquecem que nosso inimigo primaz é Satanás e a comitiva dos anjos rebeldes (Ef 6. 12), e os nossos opositores se são ímpios, necessitam da misericórdia divina, se são crentes dependendo do contexto da oposição precisam nascer de novo!

Uma palavra para refletir.
Podemos ver que os promotores destas coisas não tem como base os ensinos do Senhor Jesus e na Bíblia deles não deve ter o capítulo 5 e 6 do Evangelho segundo nos escreveu Mateus e se tem eles ignoram, pois o que temos visto ser apregoado por esses dias é o oposto do que Jesus apregoou.
Os textos bíblicos preferidos por essa turma são os do Antigo Testamento. Devemos entender que estas narrativas estavam contextualizadas com a Lei e que hoje nós estamos debaixo da Graça, e nossa regra de observância são os preceitos de Jesus os ensinos apostólicos e os textos do Antigo Testamento confirmados pelo Novo Testamento.
Em Mateus 5. 27 – 48 vemos Jesus desaprovando o que os Fariseus ensinavam sobre a lei, conseqüentemente seus preceitos de vingança, e nos dando novos mandamentos. Um exemplo disso é que enquanto Jesus nos ensina a dar a outra face (Mt 5. 39), os fariseus e este “evangelho” nos ensina a revidar.
Nós podemos ver que esses discursos alem de triunfalistas são também legalistas. Legalistas porque está firmado em preceitos e acontecimentos apresentados no Antigo Testamento e defendidos pela Lei de Moisés.
Quero lembrar que esse tipo de discurso tem afetado os hinos e que deveriam ser evitados em nossos cultos de adoração, pois se é pra adorar ao Senhor, então por que enfatizar tanto o homem nas letras das músicas? Para quê mostrar vingança? Para quê lançar irmão contra irmão? Se for para adorar a Deus então que se utilize de hinos que exaltem a Ele e mostre sua grandeza!
Tenho certeza que na mente de muitos deve ficar uma interrogação: Mais, não temos nós visto Deus agir quando se canta esses “hinos”? Eis minha resposta:
Nem tudo que brilha é ouro como nem tudo que parece ser, é o agir de Deus! Vemos hoje pessoas manipuláveis e de caráter muito emotivo. O fato de alguém chorar, pular ou algo parecido não caracteriza o agir de Deus.
Outra coisa que devemos ter em mente é que este tipo de mensagem lança discórdia entre os irmãos, incentiva contenda e facção dentro da igreja. Em Provérbios 6. 16 - 19 podemos ler o que Deus acha deste tipo de procedimento:
“Estas seis coisa aborrece ao senhor, e a sétima a sua alma abomina: OLHOS ALTIVOS (arrogância), e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que SEMEIA CONTENDA ENTRE IRMÃOS.” (Destaques e acréscimo meu).
 Em Gálatas 5. 19 e 20, Paulo atribui isso a uma vida carnal e devassa.
“As obras da carne são manifestas, as quais são: ...idolatria, feitiçarias, INIMIZADES, PORFIAS, EMULAÇÔES, iras, PELEJAS, DISSENSÕES, heresias.” (Destaque meu).
Para encerrar quero que você reflita sobre tudo o que citei não como uma crítica, mais sim, como um aconselhamento, e então voltemos ao Evangelho anunciado por Jesus. O Evangelho do perdão, da humildade, do altruísmo e do Amor. Que nós venhamos tirar o homem do centro de nossas mensagens e dos hinos que entoamos, e coloquemos Jesus no seu lugar que é o centro de tudo, pois, caso não façamos assim estamos roubando o que é de Jesus e dando ao homem que é a glória e o louvor para todo o sempre. Que façamos nossas as palavras do Apóstolo Paulo:
“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas: Glória, pois, a ele eternamente. Amém!” Rm 10. 36

Que
Deus continue nos abençoando, em nome de Jesus!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Morre o Pastor Francisco Pacheco de Brito: Partiu para Eternidade em pleno Centenário um baluarte da Assembléia de Deus no Brasil

Pastor e Pai Francisco Pacheco de Brito faleceu hoje às 17:00. O que direi diante de uma noticia como esta? O que pensamos do futuro de nossa Igreja, quando vemos homens do quilate do pastor Pacheco partir?
 Partiu. Voou para o reino eterno. E cumpri-se na vida do nosso pastor aquele hino que tanto tinha ele prazer em Louvar:
"Qual filho de seu lar saudoso,
Eu quero ir;
Qual passarinho para o ninho,
Pra os braços Seus fugir;
É fiel – Sua vinda é certa,
Quando… Eu não sei.
Mas Ele manda estar alerta;
Do exílio voltarei. " Hc 36
Ele foi para o lugar que Ele sempre pregou e disse que queria morar lá. Partiu e deixará um vazio enorme em nossos corações. Aquele rosto amigo, sereno. Sempre calmo. Simples mais austero. Não, eu não tenho palavras para descrever sequer um pouquinho o que o pastor Pacheco representava para a Igreja do Senhor. Para mim ele era muito mais que um pastor. Era um Herói da Fé. O pastor Pacheco partiu, mas seus conselhos, palavras, e até os seus gracejos, jamais sairão de nossas lembranças.
Fica esse vazio na Assembléia de Deus em Campina Grande.
Lamento!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Os componentes da oração da igreja.


(Ex 30.34,35) 
O incenso era feito de quatro componentes:
a) Estoraque – era extraído de um arbusto sem incisão, sem corte na árvore. A resina fluía espontaneamente. Nossas orações de igual modo devem ser livres e espontâneas. Devemos ter prazer em estar na presença de Deus (Sl 63.1,8). Chega de orações mecânicas, sem vida, que em vez de nos aproximar de Deus, acaba por nos afastar de sua presença.
b) Onicha – extraído de um molusco marinho. Isso nos ensina que a oração deve partir das profundezas da nossa alma. Chega de tanta superficialidade, Deus nos chama a profundidade. (Sl 130).
c) Gálbano – um arbusto do deserto. Suas folhas deviam ser quebradas e moídas para a extração do perfume. Isto nos ensina que nossas orações devem brotar de um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17; Is 66.2).
d) Sal – o sal é um símbolo da nossa vida (Mt 5.13), e nossa vida é a parte mais importante da nossa oração. O sal provoca sede, o sal dá sabor, o sal proíbe a decomposição. A presença da igreja na terra deve ser saneadora. As pessoas devem olhar para nós, e sentirem “sede de Deus”. Que o Eterno nos desperte para uma vida mais abundante de oração. Que o incenso de nossas orações suba sempre à presença de Deus como aroma suave e que o fogo jamais apague no altar de nossa vida.
“Deus está no trono, nós estamos a seus pés, e, entre nós e Ele, há apenas a distância de um joelho” Jim Elliot